O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), reafirmou sua intenção de ser candidato à Presidência da República, declarando que levará a postulação “até o fim”. Apesar de ser cogitado como vice em outras chapas, especialmente por aliados do senador Flávio Bolsonaro, Zema defende a multiplicação de candidaturas pela direita como forma de fortalecer o espectro político e garantir votos para um eventual segundo turno.
Propostas e a visão de Zema para a direita
Zema expressou satisfação por ser lembrado para posições de destaque, mas ressalta sua vocação para a gestão e a montagem de equipes, tanto no setor privado quanto à frente do governo mineiro. Ele argumenta que o Partido Novo possui propostas distintas, como a crítica aos fundos eleitoral e partidário e a defesa de um sistema mais meritocrático, inclusive para o Supremo Tribunal Federal (STF).
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“Mais nomes pela direita significa que vai reverberar em mais votos para a direita. No segundo turno nós vamos transferi-los para aquele candidato que passar. A direita está muito afinada, diferentemente do que alguns falam”, declarou o governador em entrevista.
Críticas ao STF e propostas de reforma
O governador de Minas Gerais não poupou críticas ao Supremo Tribunal Federal, defendendo mudanças em sua composição e funcionamento. Zema propôs o aumento da participação feminina na corte, argumentando que mulheres tendem a ser mais criteriosas e ter uma visão de longo prazo mais apurada.
Ele também defendeu a valorização de nomes oriundos de tribunais de Justiça, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Ministério Público, em detrimento de indicações que, segundo ele, favorecem ex-advogados de políticos. A adoção de mandatos para ministros, com duração definida, também foi sugerida para evitar a perpetuação no cargo.
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Estratégia de campanha e o desafio de Minas para o Brasil
Para tornar seu nome conhecido nacionalmente, Zema planeja replicar a estratégia que utilizou em Minas Gerais, percorrendo diversas cidades e apresentando suas propostas. Ele reconhece o desafio de expandir essa abordagem para um país de dimensões continentais, mas confia na exposição midiática e na demonstração dos resultados de sua gestão em Minas.
“O Brasil não dá para fazer de carro. 200 cidades em Minas foi suficiente para me tornar conhecido. 200 cidades no Brasil, eu não sei se é viável ir e se é suficiente também”, ponderou.
Gestão em Minas e propostas econômicas
Zema fez um balanço positivo de sua gestão em Minas Gerais, destacando a recuperação econômica do estado e a criação de empregos. Ele citou o exemplo da Cemig, onde a abertura para investimentos privados em energia solar teria atraído bilhões de reais e impulsionado o setor.
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“Empresa estatal é empresa ineficiente, é empresa que é utilizada como margem de manobra para politicagem, para malandragem”, afirmou, defendendo a privatização e a desburocratização como motores do desenvolvimento.
Alianças e a sucessão em Minas
O governador mencionou bom relacionamento com outros governadores e articuladores políticos, indicando um cenário de união entre os nomes da direita, mesmo que não estejam na mesma chapa. Sobre a sucessão em Minas, Zema declarou apoio integral ao seu vice, Matheus Simões (PSD), destacando a ética e a capacidade do vice para dar continuidade ao trabalho iniciado.
“Depois de sete anos e um mês, nós não tivemos escândalo em Minas Gerais, nós não tivemos corrupção, nós estamos tendo muitas entregas”, ressaltou, listando a inauguração de hospitais e a conclusão de Unidades Básicas de Saúde (UBS) como marcos de sua administração.
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Fonte: VEJA