Designação de facções como terroristas pelos EUA reacende embates entre PT e Moro no Paraná

Designação de facções como terroristas pelos EUA reacende embates entre PT e Moro no Paraná

A recente designação das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas pelos Estados Unidos provocou uma onda de reações políticas no Paraná, intensificando embates entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o senador Sergio Moro (PL). Tensão eleitoral no Paraná O lançamento das pré-candidaturas em eventos distintos no […]

Resumo

A recente designação das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas pelos Estados Unidos provocou uma onda de reações políticas no Paraná, intensificando embates entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o senador Sergio Moro (PL).

Tensão eleitoral no Paraná

O lançamento das pré-candidaturas em eventos distintos no estado serviu de palco para as alfinetadas. A ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT), que almeja uma vaga no Senado, não poupou críticas a Moro, pré-candidato ao governo estadual, chamando-o de “juiz ladrão”.

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Em resposta, Moro acusou o PT de “defender criminosos” e de “demonizar” os Estados Unidos, em referência à administração de Donald Trump, que promoveu a classificação das facções.

O evento petista, que lançou Gleisi ao Senado e o deputado estadual Requião Filho (PDT) para o governo, foi marcado por discursos contundentes contra a direita.

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Moro, por sua vez, em seu evento de pré-lançamento ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL), buscou capitalizar a medida americana. Ele questionou a plateia se alguém ali defendia terroristas, sugerindo que o presidente Lula (PT) o faria.

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Lava Jato e soberania nacional em debate

A designação das facções como terroristas é uma pauta cara ao bolsonarismo, que tenta associar a decisão de Trump aos esforços de Flávio e Eduardo Bolsonaro no cenário internacional.

O ex-procurador da Lava Jato e pré-candidato ao Senado, Deltan Dallagnol (Novo), também presente no evento de Moro, criticou Gleisi e utilizou a operação para atacar o PT.

Do lado petista, a narrativa se concentrou na defesa da soberania nacional e nas críticas à interferência estrangeira. Gleisi Hoffmann classificou a família Bolsonaro como “traidores da pátria” por celebrarem a medida.

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A ex-ministra relembrou a passagem de Moro pelo governo Bolsonaro como ministro da Justiça, acusando-o de ter abandonado a pasta para “preservar a biografia” e de ter sido conivente com supostas tentativas de interferência política na Polícia Federal.

Gleisi também questionou por que Bolsonaro não tomou a mesma medida de classificar as facções como terroristas durante seus quatro anos de governo, insinuando oportunismo político.

Alianças e cenário eleitoral no Paraná

Sergio Moro tem se reaproximado do grupo político de Bolsonaro desde o início do ano, fortalecendo sua base para a disputa eleitoral no Paraná. A mudança do União Brasil para o PL, partido de Bolsonaro, sinaliza essa aproximação.

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Nas pesquisas de intenção de voto para o governo do Paraná, Moro lidera, com Requião Filho e Sandro Alex (PSD) como principais adversários.

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Para o Senado, a disputa é mais acirrada. Gleisi Hoffmann busca fortalecer o palanque de Lula no estado, onde o presidente teve desempenho inferior em 2022. A aliança com Requião Filho visa aumentar a competitividade da chapa petista.

Pesquisas recentes indicam Alvaro Dias (MDB) na liderança para o Senado, seguido por Dallagnol, Barros e Gleisi, em um cenário de forte polarização e alianças estratégicas.

Fonte: g1.globo.com

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