A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, presidida pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), decidiu antecipar para esta segunda-feira (23), às 16h, o depoimento do empresário Daniel Vorcaro, dono do banco Master.
A medida coloca a CPMI em rota de colisão com o senador Renan Calheiros (MDB-AL), que preside a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e tinha o depoimento de Vorcaro agendado para a terça-feira (24).
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A antecipação é vista por alguns como uma manobra para esvaziar o alcance das declarações de Vorcaro.
Calheiros reagiu à decisão, sugerindo que a ação pode ser uma tentativa do chamado Centrão de limitar o escopo do depoimento, que na CAE abrangeria os negócios do banco Master que levaram à sua liquidação.
A CAE possui um grupo de trabalho dedicado ao caso Master, tendo realizado reuniões com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.
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Autorização judicial pendente
A realização do depoimento de Daniel Vorcaro ainda depende de autorização do ministro André Mendonça, do STF.
Diferentemente de uma CPMI, a CAE, por não ser uma comissão de inquérito, precisa de liberação judicial para ouvir Vorcaro, que se encontra sob monitoramento.
Renan Calheiros afirmou que a CAE não busca protagonismo, mas sim cumprir seu papel de fiscalização do sistema financeiro.
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Escopo dos depoimentos diverge
O depoimento na CAE é considerado mais abrangente, pois deve abordar a totalidade dos negócios do banco Master e os motivos de sua liquidação.
Por outro lado, a defesa de Vorcaro indica que, na CPMI do INSS, ele se limitará a falar sobre os acordos de crédito consignado firmados entre o banco e o órgão previdenciário.
A CPMI do INSS mira Vorcaro especificamente pelos contratos de consignado, o que justifica a restrição de seu depoimento nessa comissão.
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Fonte: g1.globo.com