CPI do Crime Organizado mira escritório da esposa de Alexandre de Moraes em investigação sobre Banco Master

CPI do Crime Organizado mira escritório da esposa de Alexandre de Moraes em investigação sobre Banco Master

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado no Senado, articula uma nova frente de investigação que pode atingir figuras próximas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Vieira prepara requerimentos para quebrar o sigilo de empresas e pessoas físicas envolvidas no chamado Caso Master, com foco em desvendar possíveis conexões com o Banco […]

Resumo

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado no Senado, articula uma nova frente de investigação que pode atingir figuras próximas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Vieira prepara requerimentos para quebrar o sigilo de empresas e pessoas físicas envolvidas no chamado Caso Master, com foco em desvendar possíveis conexões com o Banco Master.

Entre os alvos da iniciativa está o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes. Informações preliminares reunidas pelo relator da CPI indicam que o escritório teria sido contratado pelo Banco Master para assessorá-lo nas negociações de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB).

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O contrato em questão prevê honorários substanciais, estimados em R$ 131,2 milhões ao longo de 36 meses. Nem a advogada Viviane Barci de Moraes nem representantes do Banco Master se pronunciaram oficialmente sobre os valores divulgados até o momento.

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Expansão da Apuração para Outros Empreendimentos

A CPI do Crime Organizado também volta seus holofotes para o resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento teve entre seus sócios dois irmãos e um primo do ministro do STF Dias Toffoli, que é o relator de um processo envolvendo o Banco Master no Supremo Tribunal Federal. As participações societárias familiares no resort foram posteriormente transferidas para fundos de investimento.

Um desses fundos pertence ao empresário Fabiano Zettel, que é cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A administração dessa estrutura financeira é realizada pela Reag Investimentos, uma gestora associada ao grupo financeiro. Essas conexões são vistas pelo relator da CPI como elementos que justificam um aprofundamento da apuração no âmbito do Senado.

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Contexto da CPI e Estratégia Investigativa

A CPI do Crime Organizado foi instaurada em novembro de 2025 com o objetivo de investigar crimes como lavagem de dinheiro, corrupção, ocupação ilegal de territórios e irregularidades no sistema prisional. Segundo o senador Alessandro Vieira, o plano de trabalho já aprovado pela comissão permite a inclusão do Caso Master sem a necessidade de criar uma nova CPI específica para o tema.

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A movimentação na CPI também é interpretada como uma estratégia para antecipar a criação de uma comissão parlamentar de inquérito exclusiva sobre o Banco Master. Já existe um número mínimo de assinaturas para a abertura dessa CPI específica, mas sua instalação depende da decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que ainda não sinalizou se autorizará a investigação.

Senado como Espaço de Apuração

Em declarações recentes, o senador Alessandro Vieira ressaltou a importância do Senado como o único espaço institucional com capacidade para conduzir apurações dessa natureza. Ele afirmou que, enquanto a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República podem avançar em frentes específicas, o Congresso Nacional possui ferramentas para investigar complexas redes financeiras e de influência.

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A estratégia inicial da CPI, conforme outlined por Vieira, concentrar-se-á na quebra de sigilo de empresas e contratos relacionados ao Banco Master. O objetivo é reunir documentação financeira e societária antes de decidir sobre eventuais convocações para depoimentos de pessoas físicas, incluindo aquelas com vínculos indiretos com o caso.

Busca por Transparência no STF

Para o relator da CPI, a falta de transparência em torno da relatoria do processo do Banco Master no STF, sob responsabilidade de Dias Toffoli, é um ponto que precisa ser esclarecido. A inclusão do caso na CPI do Crime Organizado visa, segundo ele, lançar luz sobre essas conexões e garantir que a investigação permaneça dentro dos limites legais e regimentais da comissão.

Fonte: G1

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