Cotado para suceder Flávio Bolsonaro em MG, Cleitinho Azevedo se afasta de bolsonaristas com críticas a Trump e pensões militares

Cotado para suceder Flávio Bolsonaro em MG, Cleitinho Azevedo se afasta de bolsonaristas com críticas a Trump e pensões militares

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), nome cotado para ser o candidato apoiado por Flávio Bolsonaro na disputa pelo governo de Minas Gerais em 2026, tem se distanciado do grupo bolsonarista após declarações polêmicas. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Cleitinho criticou duramente as falas atribuídas ao ex-presidente americano Donald Trump sobre uma possível guerra contra […]

Resumo

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), nome cotado para ser o candidato apoiado por Flávio Bolsonaro na disputa pelo governo de Minas Gerais em 2026, tem se distanciado do grupo bolsonarista após declarações polêmicas. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Cleitinho criticou duramente as falas atribuídas ao ex-presidente americano Donald Trump sobre uma possível guerra contra o Irã, gerando forte reação de apoiadores de Jair Bolsonaro.

Críticas a Trump e reações negativas

O parlamentar mineiro expressou sua esperança de que Trump estivesse blefando ao sugerir a morte de uma civilização inteira. Cleitinho afirmou que, embora tenha apoiado ações anteriores de Trump contra Nicolás Maduro e o líder iraniano Khamenei, a ameaça de aniquilar uma nação inteira e matar inocentes é inaceitável. Ele apelou para que líderes mundiais repudiassem tais falas, alertando para o risco de uma terceira guerra mundial.

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A posição de Cleitinho provocou uma enxurrada de críticas de internautas identificados como bolsonaristas. Comentários nas redes sociais questionaram a liderança do senador e o acusaram de “virar esquerdista” e de ser uma “decepção”. Esses ataques refletem a forte ligação ideológica entre o bolsonarismo e a figura de Donald Trump como referência internacional.

Defesa e alinhamentos políticos

Em meio à polêmica, o deputado Otoni de Paula (PSD-RJ) saiu em defesa de Cleitinho. O parlamentar ressaltou a solidariedade ao senador mineiro por se posicionar contra ameaças genocidas, questionando a ideia de que ser de direita implica em subserviência a Trump. Otoni de Paula criticou o que chamou de “indignação seletiva” do bolsonarismo, argumentando que a crítica deveria abranger a população iraniana, e não apenas o regime dos aiatolás.

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Outras polêmicas e corte de gastos

Esta não é a primeira vez que Cleitinho Azevedo se vê em desacordo com o espectro bolsonarista. O senador, que já apoiou Jair Bolsonaro e agora se alinha a Flávio, tem histórico de divergências com o grupo político. Ele também já elogiou medidas do governo Lula, o que incomoda setores mais radicais.

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Na mesma quarta-feira, Cleitinho também abordou um tema sensível para um dos principais grupos de apoio aos Bolsonaro: os militares. Defendendo o fim da jornada de trabalho 6×1, o senador criticou a pensão paga pelo Estado a “filhas solteiras de militares que nunca trabalharam na vida”. Ele apresentou dados sobre o gasto de R$ 6 bilhões em 2025 com essa despesa, classificando-a como uma “mamata” que deve acabar.

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As declarações sobre as pensões militares também geraram críticas de bolsonaristas, que chamaram Cleitinho de “socialista” e “arrogante”. Lideranças do movimento bolsonarista, contudo, ainda não se manifestaram oficialmente sobre as recentes posições do senador mineiro.

A postura de Cleitinho Azevedo levanta questionamentos sobre seu alinhamento político e suas ambições para o futuro em Minas Gerais, estado onde a polarização política se intensifica a cada ciclo eleitoral.

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Fonte: G1

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