A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, na noite desta quarta-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa alterar a escala de trabalho padrão no Brasil. A matéria estabelece a troca da escala de 6 dias trabalhados por 1 de folga (6×1) para 5 dias trabalhados por 2 de folga (5×2).
Além da mudança na escala, a PEC também prevê a redução da carga horária semanal de trabalho, passando das atuais 44 horas para 40 horas.
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A proposta aprovada é resultado de um acordo político costurado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. A PEC tem origem em uma proposta apresentada em 2019.
A aprovação na Câmara ocorreu por ampla maioria, demonstrando um consenso em torno da matéria. O texto segue agora para o Senado Federal, onde o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, deverá pautar uma nova análise.
A jornalista Ana Flor, comentarista da GloboNews e colunista do g1, acompanhou de perto os bastidores da negociação que levou à construção do consenso para a aprovação da PEC na Câmara. Ela detalhou as conversas e os pontos que levaram à aprovação da matéria.
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Ana Flor também trouxe à tona as discussões e os pontos levantados por economistas e por setores organizados da sociedade civil sobre os possíveis impactos da proposta, tanto positivos quanto negativos, para a economia e para os trabalhadores.
O debate sobre a jornada de trabalho e as escalas tem sido um tema recorrente no Congresso Nacional e na sociedade, com diferentes setores apresentando argumentos sobre produtividade, bem-estar dos trabalhadores e competitividade das empresas.
A aprovação da PEC na Câmara representa um passo significativo na direção de uma possível mudança na legislação trabalhista brasileira, que pode impactar a rotina de milhões de trabalhadores em todo o país.
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A expectativa agora se volta para o Senado, onde a proposta enfrentará novas discussões e votações antes de poder, eventualmente, se tornar uma Emenda Constitucional.
Fonte: O Assunto #1731