Manifestantes que participavam de um ato contra a anistia a envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 entraram em confronto com um grupo de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), na quinta-feira (8).
O evento, realizado no salão nobre da instituição, coincidiu com o terceiro aniversário dos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília. A mobilização foi convocada por entidades como o PT de São Paulo, o Centro Acadêmico XI de Agosto e o grupo Prerrogativas, e reuniu cerca de 40 organizações.
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Provocações e agressões físicas
A tensão aumentou com a chegada do ex-deputado estadual bolsonarista Douglas Garcia, que subiu às galerias do salão para filmar e provocar os manifestantes. Em meio a gritos de “fascista”, sua camisa foi rasgada e ele precisou ser retirado do local.
No térreo, o vereador Rubinho Nunes e sua equipe também se envolveram em trocas de agressões físicas com militantes, sob o olhar de policiais que acompanhavam o evento.
Luiz Nicoletti, de 21 anos, integrante do coletivo Graúna e participante do ato, relatou ter sido agredido. Segundo ele, os bolsonaristas “vieram tumultuar”, e a polícia não interveio.
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Manifesto pela democracia
Os organizadores divulgaram um manifesto em defesa da democracia e contra qualquer forma de anistia ou redução de pena para os condenados pelos atos golpistas. O documento foi assinado por personalidades como Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Prerrogativas, a senadora Teresa Leitão e o advogado Pierpaolo Bottini.
Durante o ato, palavras de ordem como “sem anistia” foram entoadas, e críticas foram dirigidas ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O ator Paulo Betti atuou como mestre de cerimônias, e o evento contou com a presença do ex-presidente do PT José Genoíno e do deputado federal Ricardo Galvão.
O veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria, que buscava alterar a forma de cálculo de penas, foi um dos temas abordados, reforçando o discurso contra a impunidade.
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Fonte: Folha