Uma noite de fortes chuvas entre sexta-feira (13) e sábado (14) de março elevou o volume de precipitação em algumas regiões de Belo Horizonte, ultrapassando o esperado para todo o mês. A média histórica para março na capital é de 197,5 milímetros, segundo a Defesa Civil Municipal.
Acúmulo expressivo em poucas regiões
Em apenas 13 dias, bairros das regionais Barreiro e Leste já registraram índices pluviométricos superiores a 200 mm. De acordo com dados da Defesa Civil, o Barreiro acumula 231,1 mm (117% da média) e a Regional Leste atingiu 215,0 mm (108,9% da média) até as 6h deste sábado.
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Barreiro e Leste sob forte impacto
O Barreiro, que já havia sofrido com alagamentos e transtornos em fevereiro, continua sendo uma das áreas mais afetadas. Nas últimas 12 horas, até o início da manhã de sábado, a região registrou 27,2 mm de chuva, enquanto a Leste teve 31,4 mm. Esses volumes são característicos de pancadas fortes e repentinas.
Centro-Sul em alerta para ultrapassar a média
A Regional Centro-Sul também está próxima de atingir a marca esperada para o mês. Até o momento, foram registrados 180 mm de chuva, correspondendo a 91,1% da média. Somente durante a madrugada e início da manhã de sábado, a área recebeu mais 18,2 mm, indicando a possibilidade de superar o volume total previsto para março ainda neste sábado.
Outras regionais e dados de precipitação
As demais regionais de Belo Horizonte apresentaram os seguintes acumulados de chuva em março, até às 6h do dia 14:
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- Barreiro: 231,1 mm (117,0%)
- Centro Sul: 180,0 mm (91,1%)
- Hipercentro: 120,4 mm (61,8%)
- Leste: 215,0 mm (108,9%)
- Nordeste: 146,2 mm (74,0%)
- Noroeste: 169,4 mm (85,8%)
- Norte: 92,6 mm (46,9%)
- Oeste: 181,0 mm (91,6%)
- Pampulha: 134,4 mm (68,1%)
- Venda Nova: 97,2 mm (49,2%)
A média climatológica para o mês de março em Belo Horizonte é de 197,5 mm.
Recomendações da Defesa Civil
Diante do cenário de chuvas intensas, a Defesa Civil reforça a importância de atenção redobrada. É fundamental evitar áreas sujeitas a alagamentos, como ruas e proximidades de córregos e ribeirões, especialmente durante pancadas fortes. A orientação é não atravessar ruas alagadas e manter crianças longe de enxurradas.
A população deve evitar abrigar-se ou estacionar veículos debaixo de árvores e ficar atenta a áreas de encostas e morros. Em caso de fios elétricos rompidos, o contato imediato com a CEMIG (116) ou Defesa Civil (199) é essencial. Sinais como rachaduras em imóveis ou o surgimento de fendas e minas d’água no terreno devem ser comunicados à Defesa Civil.
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A Defesa Civil de Belo Horizonte é a fonte oficial dos dados hidrometeorológicos, coletados através das estações da PBH.