Centrão se divide e busca alternativa na direita com Tarcísio fora da disputa presidencial

Centrão se divide e busca alternativa na direita com Tarcísio fora da disputa presidencial

Partidos tradicionalmente alinhados ao chamado Centrão, que inicialmente viam em Tarcísio de Freitas (Republicanos) uma possível alternativa à Presidência da República, agora resignam-se à sua permanência em São Paulo para buscar a reeleição. A mudança de cenário eleitoral leva essas legendas a considerar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) como praticamente certa, mas impulsiona a […]

Resumo

Partidos tradicionalmente alinhados ao chamado Centrão, que inicialmente viam em Tarcísio de Freitas (Republicanos) uma possível alternativa à Presidência da República, agora resignam-se à sua permanência em São Paulo para buscar a reeleição. A mudança de cenário eleitoral leva essas legendas a considerar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) como praticamente certa, mas impulsiona a busca por um nome alternativo na direita.

PSD lança nome para Presidência e busca desidratar Flávio Bolsonaro

O PSD, um dos primeiros a perceber a inviabilidade de uma candidatura presidencial de Tarcísio, sinalizou sua nova estratégia com a filiação do governador Ronaldo Caiado (GO). Caiado declarou que não abre mão de disputar o Planalto, garantindo que o partido terá um candidato próprio.

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Outros nomes do PSD cogitados para a Presidência, como Eduardo Leite (RS) e Ratinho Júnior (PR), enfrentam dificuldades em consolidar apoio nacional. A decisão do PSD de lançar um presidenciável parte da premissa de que Tarcísio não concorrerá, conforme afirmou o presidente da legenda, Gilberto Kassab.

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O objetivo do PSD é tentar enfraquecer a candidatura de Flávio Bolsonaro e alcançar o segundo turno. Caso isso não se concretize, a legenda tende a manter a neutralidade, repetindo o posicionamento da eleição passada, sem definir apoio a Lula (PT) ou ao filho do ex-presidente.

União Brasil e PP evitam apoio imediato a Flávio Bolsonaro

A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, ainda não definiu apoio a Flávio Bolsonaro. Nos bastidores, o presidente do PP, Ciro Nogueira, prega cautela e defende aguardar os desdobramentos antes de decidir sobre a campanha do senador.

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Essas siglas também demonstram pouca disposição em apoiar Lula no primeiro turno, apesar de ocuparem cargos no atual governo. O Planalto, por sua vez, se satisfaz com a tendência de independência dessas legendas, sem uma adesão total a Flávio Bolsonaro.

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Líderes do Centrão tentaram manter Tarcísio na disputa presidencial, mesmo após a escolha de Flávio Bolsonaro. O entendimento atual é que Tarcísio não confrontaria o ex-presidente para disputar o Planalto, embora a política seja vista como dinâmica e sujeita a mudanças.

Candidatura do PSD oferece terceira via e Republicanos buscam negociação

A candidatura presidencial do PSD surge como uma terceira alternativa para os partidos de oposição a Lula, além da neutralidade ou do apoio a Flávio Bolsonaro. Ronaldo Caiado já anunciou que o PSD buscará apoio de partidos como MDB, Republicanos, PP e União Brasil.

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A federação União Progressista já excluiu Tarcísio de sua equação nacional e tem resistido às pressões de Flávio Bolsonaro por apoio no primeiro turno. A ordem é focar na montagem de chapas estaduais e definir o posicionamento nacional apenas em abril.

O Republicanos, partido de Tarcísio, tende à neutralidade na eleição presidencial. A cúpula da sigla já defendia a permanência do governador em São Paulo, considerando a reeleição mais segura do que um projeto nacional arriscado.

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Recentemente, Tarcísio fortaleceu laços com o Republicanos ao convidar o presidente estadual do partido, Roberto Carneiro, para assumir a secretaria da Casa Civil. Apesar do apoio declarado de Tarcísio a Flávio Bolsonaro, seu partido mantém a decisão sobre a eleição nacional em aberto.

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Há chances de negociação entre Republicanos e PSD para fortalecer uma terceira via que não prejudique as eleições nos estados. O MDB também avalia a reeleição de Tarcísio e estuda manter a neutralidade na disputa presidencial, enquanto o apoio a Flávio Bolsonaro é considerado improvável.

O Solidariedade, em federação com o PRD, também não conta mais com a hipótese de Tarcísio concorrer e tende a liberar seus filiados para apoiar quem desejarem na eleição presidencial.

Fonte: Folha de S.Paulo

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