Uma operação da Polícia Civil em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, resultou na prisão de um casal de 20 e 18 anos, suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas e maus-tratos a um bebê de apenas quatro meses. A ação foi desencadeada na manhã de sexta-feira (20), após o recebimento de uma denúncia anônima que direcionou os investigadores para uma residência no bairro Ipanema.
Abordagem e constatação do ferimento
Ao chegarem à rua Gerson Goulart de Almeida, os policiais civis abordaram o casal enquanto eles deixavam o imóvel. Duas assistentes sociais acompanharam a diligência. Questionados sobre a criança, os suspeitos apresentaram um hematoma visível no rosto da bebê. Eles alegaram que o ferimento teria sido resultado de uma queda acidental de uma lata de amido de milho.
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A versão foi confirmada com a apresentação da lata pelas testemunhas. As representantes do Conselho Tutelar presentes no local constataram que a menina não apresentava outras lesões aparentes.
Drogas e material para tráfico apreendidos
Durante a inspeção no apartamento, os policiais notaram um forte odor característico de maconha. O homem, de 20 anos, admitiu ser usuário e confessou ter fumado na mesma manhã. Sob pressão, ele informou que havia mais entorpecentes armazenados na residência.
A revista posterior revelou a apreensão de tabletes e porções de diversas drogas, incluindo maconha, cocaína, ecstasy, MD, LSD e haxixe. Além das substâncias ilícitas, foram encontrados três balanças de precisão, rolos de papel filme e embalagens, indicando a prática de comercialização de entorpecentes.
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Encaminhamento da criança e desdobramentos
Diante do flagrante, o casal foi detido e encaminhado à delegacia. A bebê foi imediatamente acolhida pelo Conselho Tutelar e, posteriormente, entregue aos cuidados de uma tia. A Polícia Civil foi contatada para obter informações sobre a instauração de inquérito para investigar as denúncias de maus-tratos, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.
Casos de tráfico de drogas e violência contra crianças e adolescentes têm sido uma preocupação constante em diversas regiões de Minas Gerais, exigindo ações contínuas das forças de segurança e órgãos de proteção social.
Fonte: G1
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