A casa que o deputado federal Sóstene Cavalcante (PL-RJ) afirmou ter vendido para explicar a origem de R$ 469.700 apreendidos pela Polícia Federal, em espécie, em seu flat, ainda figura como disponível para venda em um site de imobiliária. A informação foi divulgada pelo canal “Portal do José”, do professor José Fernandes.
O imóvel em questão está localizado em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro. Segundo o parlamentar, a negociação teria ocorrido antes da operação policial deflagrada pela PF.
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A discrepância entre a versão apresentada pelo deputado e a realidade do anúncio imobiliário levanta questionamentos sobre a justificativa dada por Cavalcante. O parlamentar, que também é pastor ligado a Silas Malafaia e líder do PL na Câmara dos Deputados, divulgou um vídeo em 24 de dezembro para esclarecer a origem do dinheiro apreendido durante a Operação Galho Fraco.
Versão do Deputado
Na ocasião, Sóstene Cavalcante declarou que o montante era “fruto da venda de um imóvel, dinheiro lícito e de origem comprovada”. Ele apresentou documentos que, segundo ele, corroboravam sua narrativa.
Entre os documentos exibidos, estavam uma suposta cópia da escritura do imóvel e a declaração de Imposto de Renda de 2024, onde o valor da casa estaria declarado. O deputado explicou que adquiriu a propriedade em 2023 por um valor inferior ao de venda.
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Após realizar reformas no imóvel, Sóstene Cavalcante o colocou à venda por R$ 690.000. No entanto, ele afirmou ter aceitado uma proposta de R$ 500.000 à vista de um comprador.
O parlamentar detalhou que o pagamento foi feito em espécie, e que “tudo conforme manda a lei, nada ilegal”.
Repercussão e Investigação
A investigação da Polícia Federal, que resultou na apreensão dos valores, busca esclarecer a origem de recursos ligados a atividades sob suspeita. A Operação Galho Fraco investiga supostos crimes contra a administração pública.
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O fato de o imóvel, que serviria de justificativa para o dinheiro apreendido, ainda estar anunciado para venda em plataformas digitais, adiciona uma nova camada de complexidade ao caso e pode gerar novas diligências por parte das autoridades investigativas.
A Câmara dos Deputados e órgãos de controle interno podem solicitar esclarecimentos adicionais ao parlamentar diante das novas informações.
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