A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) anuncia uma novidade para o Carnaval de 2026: a criação da “Escola no Carnaval”. O projeto tem como objetivo principal oferecer um ambiente seguro e com atividades recreativas para os filhos de catadoras de materiais recicláveis e de trabalhadores ambulantes que atuam durante o período festivo na capital.
Atendimento prioritário para famílias vulneráveis
A iniciativa atenderá prioritariamente crianças de 4 a 11 anos cujas famílias estejam inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e possuam renda mensal de até um salário mínimo. O período de funcionamento será de 14 a 17 de fevereiro, coincidindo com os dias oficiais de folia.
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A proposta surge como resposta a uma recomendação da Defensoria Pública de Minas Gerais, emitida em outubro do ano passado, buscando amparar os trabalhadores que dependem da renda do Carnaval para sustento e que, muitas vezes, não têm com quem deixar seus filhos.
Estrutura e funcionamento do projeto
Serão disponibilizadas 150 vagas para o “Escola no Carnaval”. O espaço escolhido para sediar as atividades é o Centro de Educação das Infâncias Imaculada Conceição (CEI Imaculada), localizado no bairro Lourdes, na região Centro-Sul de BH. O horário de funcionamento será das 8h às 17h, cobrindo boa parte do dia em que os pais estarão envolvidos no trabalho.
Durante a permanência na escola, as crianças participarão de uma programação diversificada, com foco em atividades recreativas e educativas. Serão oferecidas quatro refeições diárias para garantir o bem-estar dos pequenos.
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Critérios de participação e inscrições
Para que as catadoras de materiais recicláveis possam inscrever seus filhos, é necessário que estejam cadastradas na Superintendência de Limpeza Urbana (SLU). Já as vendedoras ambulantes devem ter seu cadastro realizado junto à Belotur.
As inscrições para as catadoras ocorrerão durante o cadastramento para atuar no Reciclabelô, previsto para o dia 27 de janeiro, onde elas poderão manifestar o interesse pela “Escola no Carnaval”. Para as ambulantes, a Belotur realizará as inscrições no momento da retirada das credenciais, a partir do dia 26 de janeiro.
Sorteio em caso de alta demanda
A PBH informa que, caso o número de inscritos exceda o limite de 150 vagas, será realizado um sorteio público para definir as crianças que serão atendidas. O projeto é considerado experimental pela prefeitura, com o intuito de avaliar sua eficácia e replicabilidade em futuros eventos.
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A iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal em oferecer suporte aos trabalhadores informais e garantir um Carnaval mais inclusivo e seguro para toda a família belo-horizontina, especialmente para aqueles em situação de maior vulnerabilidade social.
Fonte: PBH