Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), conhecido como filho ’02’ do ex-presidente Jair Bolsonaro, demonstrou forte emoção e chegou às lágrimas durante uma homenagem realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nesta sexta-feira (14). A comoção ocorreu durante a exibição de um vídeo que relembrou o atentado a faca sofrido por seu pai durante a campanha eleitoral de 2018.
Desabafo sobre ‘desumanidade’
Em seu discurso após a exibição do vídeo, Carlos Bolsonaro desabafou, afirmando que seu pai é vítima de uma profunda “desumanidade”. A declaração, carregada de sentimento, ecoou em um momento de reencontro com aliados políticos em São Paulo, onde a família Bolsonaro tem buscado reforçar sua base de apoio.
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O evento na Alesp reuniu diversas figuras políticas que apoiam o ex-presidente, em um cenário de articulação para as próximas eleições. A homenagem buscou relembrar um dos momentos mais marcantes e traumáticos da trajetória política recente de Jair Bolsonaro, gerando um clima de forte comoção entre os presentes.
Contexto político e familiar
A participação de Carlos Bolsonaro em eventos públicos tem sido observada de perto pelo cenário político. Recentemente, membros da família Bolsonaro manifestaram apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro, após uma semana marcada por discórdias internas, evidenciando os bastidores e as articulações políticas que envolvem o clã.
A declaração de Carlos sobre a “desumanidade” sofrida por seu pai pode ser interpretada como uma crítica velada a adversários políticos e a determinados setores da sociedade que, segundo a perspectiva da família, teriam agido de forma desleal ou agressiva contra Jair Bolsonaro. A fala também ressalta o impacto emocional que o atentado de 2018 ainda causa nos familiares.
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O atentado de 2018
Em setembro de 2018, durante um comício em Juiz de Fora (MG), Jair Bolsonaro foi esfaqueado por Adélio Bispo de Oliveira. O ataque o deixou gravemente ferido e necessitou de intervenções cirúrgicas e um período de recuperação. O episódio chocou o país e teve grande repercussão, influenciando o curso da campanha presidencial daquele ano.
A investigação sobre o atentado, conduzida pela Polícia Federal, concluiu que Adélio Bispo agiu sozinho, sem comprovação de mandantes. No entanto, a família Bolsonaro e seus apoiadores frequentemente levantam dúvidas sobre essa conclusão, alimentando teorias e a percepção de que o ex-presidente foi alvo de uma conspiração.