O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) utilizou as redes sociais para expressar forte descontentamento com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de transferir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para uma sala nas dependências do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF).
O local, popularmente conhecido como “Papudinha” por sua proximidade com o Complexo Penitenciário da Papuda, foi classificado por Carlos Bolsonaro como um “ambiente prisional severo”.
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Críticas diretas ao ministro do STF
Em sua postagem, Carlos Bolsonaro direcionou críticas contundentes a Alexandre de Moraes. “Alexandre de Moraes, suas qualidades como ser humano não merecem ser enumeradas diante de tamanha maldade praticada contra o último presidente do Brasil que jamais descumpriu uma linha da Constituição e também contra os presos do 8 de janeiro”, escreveu.
O filho do ex-presidente argumentou que a medida adotada por Moraes representa uma “fragilização de garantias jurídicas fundamentais, aplicação seletiva do rigor penal e desprezo às condições humanas e de saúde do condenado”.
Transferência para “Papudinha”
A transferência de Jair Bolsonaro ocorreu para o 19º Batalhão da PM-DF, onde já se encontram o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques. A unidade prisional ganhou o apelido de “Papudinha” por sua localização adjacente ao Complexo Penitenciário da Papuda.
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Na mesma decisão, Alexandre de Moraes autorizou que o ex-presidente receba assistência religiosa e participe de programa de redução de pena por meio da leitura. Contudo, o pedido de acesso a uma Smart TV com conexão à internet foi negado.
Contexto da condenação e reclamações anteriores
Jair Bolsonaro estava detido desde novembro na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. Ele foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado.
As condições de sua detenção na PF já eram alvo de reclamações por parte de familiares e aliados, que citavam, por exemplo, o barulho do ar-condicionado como um fator de incômodo.
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Posicionamento do STF sobre as críticas
Alexandre de Moraes, em sua decisão, apontou uma “sistemática tentativa de deslegitimar” o cumprimento da pena e citou especificamente as críticas de Flávio e Carlos Bolsonaro. O ministro avaliou que Carlos demonstrou “total desconhecimento da legislação de execução penal” ao reclamar das restrições de horário para visitas.
Quanto a Flávio Bolsonaro, Moraes considerou que as críticas feitas pelo senador sobre as condições de detenção eram “infundadas”, classificando-as como “extremamente favoráveis”.
Fonte: G1
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