Duas cadelas de pequeno porte, uma pinscher e uma pequinês, ambas com quase 12 anos e cegas devido à idade, morreram após serem atacadas por um husky siberiano enquanto eram transportadas em um veículo de um pet shop em Barbacena, na região de Campo das Vertentes, Minas Gerais. A tutora, que preferiu não se identificar, expressou sua dor e indignação com o ocorrido.
O Inesperado Ataque no Trajeto
As cadelas, Pretinha e Pipoquinha, retornavam de um serviço de banho e tosa quando foram brutalmente atacadas. Segundo a tutora, em vez de serem transportadas em caixas individuais adequadas para seus portes, ambas foram colocadas no mesmo compartimento de um cão de grande porte, um husky siberiano. O animal de maior porte não estaria em uma caixa de segurança, mas sim preso por uma coleira à grade do veículo de transporte, um triciclo adaptado.
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Falha na Segurança e Omissão de Cautela
A hipótese levantada pela tutora e corroborada pelas evidências é que o husky siberiano conseguiu romper a grade ou a contenção e alcançar as cadelas menores. Ao receber os animais, a caixa de transporte estava destruída e as cadelas apresentavam marcas de mordidas profundas no pescoço e abdômen. A dona criticou a mistura de animais de portes tão distintos no mesmo espaço, o que considera uma falha grave na segurança do serviço.
Responsabilização do Estabelecimento
O proprietário do pet shop, um homem de 35 anos, foi detido pela Polícia Militar em Barbacena sob acusação de omissão de cautela na guarda ou condução de animais. Ele prestou depoimento, assinou um termo circunstanciado e foi liberado para responder ao processo em liberdade. Uma audiência sobre o caso já foi agendada para este ano, indicando os desdobramentos legais da ocorrência.
Investigação e Laudo Veterinário
Os corpos das cadelas foram submetidos a necropsia em um veterinário particular. O laudo completo, que poderá detalhar as causas exatas das mortes e a extensão das lesões, estava previsto para ser concluído na segunda-feira, dia 2. Além do boletim de ocorrência, a família afetada contratou um advogado para acompanhar todas as etapas do processo e buscar justiça.
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A família, que sempre levou os animais pessoalmente ao estabelecimento, optou desta vez pelo serviço de busca e entrega, visando maior comodidade. O desfecho trágico levanta sérias questões sobre os protocolos de segurança e o treinamento dos funcionários de estabelecimentos que oferecem esse tipo de serviço em Minas Gerais, especialmente no que diz respeito ao transporte seguro de animais com diferentes portes e temperamentos.
O g1 tentou contato com o pet shop para obter um posicionamento oficial sobre o incidente, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. O caso ganha repercussão em Barbacena, cidade histórica e turística da região de Campo das Vertentes, e reacende o debate sobre a responsabilidade dos estabelecimentos pet e a necessidade de regulamentação mais rigorosa para o transporte de animais.
Fonte: G1
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