A seleção brasileira, sob o comando de Carlo Ancelotti, tem um plano traçado para o sorteio da Copa do Mundo, que ocorre na próxima sexta-feira. O objetivo principal é cair no Grupo G, cujas partidas estão previstas para ocorrerem em Seattle e Los Angeles, nos Estados Unidos, e Vancouver, no Canadá. A escolha se baseia em um fator crucial: o clima.
A preferência pelo clima ameno
A climatização é apontada como um diferencial estratégico pela comissão técnica. Cícero Souza, gerente da seleção masculina, destacou a importância de escolher locais com temperaturas mais favoráveis para o desempenho dos atletas. A memória da Copa de 1994, onde a Itália alegou ter sido prejudicada pelo calor intenso em Nova York enquanto o Brasil jogava em São Francisco com clima mais ameno, reforça essa preocupação histórica.
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Naquela ocasião, a decisão pela sede em São Francisco, com temperaturas diurnas em torno de 28°C e noturnas próximas a 20°C, foi um ponto estratégico defendido pelo preparador físico Moracy Sant’Anna, contra a opção inicial de Orlando, que contava com o apelo da colônia brasileira.
Mudanças nas regras do sorteio e impacto logístico
No entanto, as regras do sorteio para a próxima edição da Copa do Mundo trouxeram novas complexidades. Pela primeira vez, as sedes dos cabeças de chave só serão conhecidas no sábado, um dia após a definição dos grupos. Essa mudança impede que as seleções já planejem com antecedência onde irão se instalar e realizar suas atividades de pré-jogo.
Além disso, as seleções anfitriãs – México (grupo A), Canadá (B) e Estados Unidos (D) – já têm seus caminhos definidos por serem catalogadas como A1, B1 e D1, respectivamente. Os demais cabeças de chave, embora recebam a designação ‘1’, ainda não sabem qual letra de grupo irão ocupar, gerando um atraso na logística.
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O Grupo I como alternativa
Rodrigo Caetano, diretor de seleções masculinas, confirmou que, apesar de todo o mapeamento, a equipe precisará aguardar a definição de sábado para concretizar os planos. Caso o Grupo G não seja possível, o Grupo I, que teria partidas na Costa Leste (East Rutherford, Nova York, Boston e Filadélfia), surge como uma segunda opção. Embora a logística de viagens pudesse ser facilitada, o clima na Costa Leste é visto como menos favorável do que o das cidades do Pacífico.
A estratégia da CBF, que desde 1998 não tem mais o poder de escolher diretamente suas sedes, agora se concentra em minimizar os impactos do clima e das viagens, adaptando-se às novas regras do sorteio para garantir a melhor preparação possível para a disputa do torneio.