Um Boeing 727 operado pela companhia aérea colombiana Aerosucre protagonizou um pouso de emergência dramático na madrugada desta sexta-feira (17/05), após uma pane técnica logo após a decolagem do Aeroporto Internacional Ernesto Cortissoz, em Barranquilla.
Pane no início do voo
A aeronave, identificada pela matrícula HK-5216, estava em processo de ascensão para atingir o nível de cruzeiro quando a tripulação detectou uma falha crítica. Diante da situação, os pilotos tomaram a decisão imediata de abortar a missão e retornar ao aeroporto de origem para um pouso forçado.
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Colapso do trem de pouso e faíscas
Durante a manobra de aterrissagem, o trem de pouso do lado esquerdo da aeronave cedeu, colapsando completamente. Esse incidente fez com que a asa correspondente raspasse violentamente contra a pista. O atrito gerou uma chuva de faíscas e arrastou a fuselagem por uma distância considerável até a parada total do avião.
Sem feridos, mas aeroporto fechado
Felizmente, apesar da gravidade do incidente e do susto causado pela cena, não houve registro de feridos entre os tripulantes. Contudo, o evento levou ao fechamento temporário do Aeroporto de Barranquilla. A pista permanece bloqueada enquanto equipes de emergência e autoridades da aviação civil colombiana trabalham na remoção da aeronave e na avaliação dos danos estruturais.
Histórico de incidentes da Aerosucre
Este episódio reacende preocupações sobre a segurança operacional da Aerosucre. A companhia aérea já acumula um histórico de incidentes em operações de pouso e decolagem, frequentemente associados a falhas de manutenção e erros operacionais. Há poucas semanas, no dia 6 de maio, a mesma aeronave HK-5216 sofreu uma pane elétrica logo após decolar de Bogotá, exigindo um retorno imediato, mas sem consequências estruturais na ocasião.
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Investigação em curso
As autoridades aeronáuticas da Colômbia anunciaram a abertura de uma investigação formal para apurar as causas exatas da falha que levou ao colapso do trem de pouso. O foco será determinar se os recentes problemas estão ligados à manutenção da frota da Aerosucre ou a falhas nos procedimentos operacionais adotados pela empresa. Incidentes como este podem atrair a atenção de órgãos internacionais de segurança da aviação, como a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI).
Fonte: AeroIn