BNegão e FBC celebram o Babadan: 'É o melhor que a gente tem' no coração da Pedreira Prado Lopes

BNegão e FBC celebram o Babadan: ‘É o melhor que a gente tem’ no coração da Pedreira Prado Lopes

A Folia de Momo em Belo Horizonte ganhou contornos ainda mais especiais com a presença marcante de nomes renomados da música brasileira no cortejo do bloco afro-brasileiro Babadan Banda de Rua. Na Quarta-feira de Cinzas, o rapper BNegão, ícone do Planet Hemp, e o expoente da nova geração musical, FBC, não pouparam elogios ao coletivo, […]

Resumo

A Folia de Momo em Belo Horizonte ganhou contornos ainda mais especiais com a presença marcante de nomes renomados da música brasileira no cortejo do bloco afro-brasileiro Babadan Banda de Rua. Na Quarta-feira de Cinzas, o rapper BNegão, ícone do Planet Hemp, e o expoente da nova geração musical, FBC, não pouparam elogios ao coletivo, destacando sua relevância espiritual e musical.

Missão de Divulgação e Raízes Profundas

BNegão, conhecido por sua veia ativista e artística, declarou que sua missão é garantir que o mundo conheça o Babadan. “Eu tenho uma missão para mim: enquanto o mundo não souber da existência do Babadan, não vou ficar tranquilo”, afirmou o carioca, que faz questão de prestigiar o bloco sempre que possível. Para ele, a participação é “fundamental”, definindo o Babadan como um coletivo de músicos negros essencial na paisagem cultural belo-horizontina.

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O bloco, que desfila desde 2018, realiza dois percursos durante o Carnaval de BH: um no pré-Carnaval e outro no pós-folia, consolidando-se como um importante ponto de encontro e celebração da cultura afro-brasileira. A escolha do ponto de partida, a Pedreira Prado Lopes, não foi aleatória. A comunidade, uma das mais antigas da capital mineira, carrega uma história de luta e resistência, sendo um berço da cultura periférica e de matriz africana em Belo Horizonte.

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A Pedreira como Epicentro Cultural

FBC, que tem forte conexão com a região, ressaltou a importância histórica da Pedreira Prado Lopes na formação da cidade. “Muitas das pessoas que fundaram a Pedreira estão na fundação da cidade. E é onde a cultura da cidade começou. Onde a cultura periférica, a cultura de matriz africana se instalaram e se mantiveram na luta, na resistência”, explicou o rapper mineiro.

O artista também compartilhou a emoção de ver a ocupação cultural promovida pelo Babadan no território. “Para quem é da minha época, que conheceu a violência da Pedreira, a exclusão que esse território sofreu por tantos anos, ver hoje a galera do Babadan ocupando esse lugar é emocionante”, confessou. Ele celebrou a transformação, contrastando com o passado onde a violência impedia a livre celebração do Carnaval no local.

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O Carnaval de BH se Expande para as Periferias

A presença do Babadan na Pedreira Prado Lopes simboliza um movimento de descentralização cultural que FBC defende para Belo Horizonte. “A cultura não tem que ser central, não. Ela tem que vir também das periferias”, pontuou, estendendo o convite para que outras comunidades, como o Cabana e o Morro das Pedras, também se tornem palcos de efervescência cultural. Para ele, o bloco representa “a elite de verdade, o melhor que a gente tem”.

Humor e Reconhecimento no Bloco

O humorista e apresentador Diogo Defante também se juntou à festa, tietado pelos foliões. Ele descreveu sua experiência no Babadan como “absurda” e “nota 10”, elogiando a receptividade e a energia do público. “Fomos acolhidos, dancei no meio da bateria, falei com a galera. Todo mundo gente boa”, relatou, confirmando a crescente diversidade e qualidade do Carnaval de BH.

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Homenagem a Moacir Santos

Neste ano, o Babadan Banda de Rua prestou uma merecida homenagem ao centenário do compositor e maestro pernambucano Moacir Santos. Um dos nomes mais inventivos da música brasileira do século XX, Moacir Santos transitou entre o erudito, o jazz e as matrizes afro-brasileiras, influenciando gerações com sua obra sofisticada e inovadora. Sua musicalidade, marcada pela expressividade dos metais e da percussão, dialoga diretamente com a proposta sonora do bloco, reforçando a conexão entre tradição e vanguarda.

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Fonte: O Tempo

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