BH celebra a união do choro e da palhaçaria no inédito Festival ChoradaRia

BH celebra a união do choro e da palhaçaria no inédito Festival ChoradaRia

Belo Horizonte se prepara para um festival que promete arrancar gargalhadas e tocar a alma. O ChoradaRia – O Encontro do Choro com o Riso, em sua primeira edição, celebra a fusão de duas expressões artísticas genuinamente brasileiras: a melodia sofisticada do choro e a irreverência contagiante da palhaçaria. Com uma programação totalmente gratuita, o […]

Resumo

Belo Horizonte se prepara para um festival que promete arrancar gargalhadas e tocar a alma. O ChoradaRia – O Encontro do Choro com o Riso, em sua primeira edição, celebra a fusão de duas expressões artísticas genuinamente brasileiras: a melodia sofisticada do choro e a irreverência contagiante da palhaçaria.

Com uma programação totalmente gratuita, o evento se estenderá de 27 de março, Dia Nacional do Circo, a 23 de abril, Dia Nacional do Choro. A iniciativa visa democratizar o acesso à cultura, levando arte para diversos pontos da capital mineira, incluindo praças e centros culturais.

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Um Sonho que se Torna Realidade

Mais do que um festival, o ChoradaRia nasce como um ato de memória e afeto. A iniciativa é uma homenagem à saudosa artista Mari Carvalho, a icônica palhaça Esmeralda, que também era pandeirista de choro e cofundadora da Cia Caxangá, idealizadora do evento. Mari Carvalho, falecida em 2023, concebeu a ideia do festival em 2015, e sua realização é um cumprimento de promessa e a manutenção de seu legado criativo.

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Lori Moreira, atriz, palhaça e coordenadora geral do ChoradaRia, relembra com emoção o momento em que a ideia surgiu. “Numa noite estrelada, pisando o chão de terra, a Mari me disse: ‘e se a gente fizesse um encontro do choro com o riso? ChoradaRia!'”, conta Lori, destacando que o nome e o conceito já nasceram ali.

O projeto, que teve sua primeira versão escrita em 2019 e foi aprovado em 2023 pelo Fundo Municipal de Cultura de Belo Horizonte em nome de Mari, ganha vida agora. “Com a partida dela, eu prometi realizar esse sonho. É o cumprimento de uma promessa, uma homenagem feita de dor e alegria profundas”, afirma Lori Moreira.

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A Afinidade entre Choro e Palhaçaria

O conceito do festival se baseia na afinidade intrínseca entre o choro e a palhaçaria: ambos florescem no encontro, na roda e na escuta atenta. O choro, gênero musical que remonta ao século XIX, combina virtuosismo técnico com improviso coletivo, evocando sentimentos que vão da alegria à nostalgia.

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A palhaçaria, por sua vez, com sua comicidade física e interação direta com o público, também se nutre do risco e da presença. “O choro tem partitura e improviso. A palhaçaria tem roteiro e presença no agora. Ambos dependem da relação viva com quem está ali”, explica Lori Moreira.

Essa conexão se manifesta na precisão técnica de um solo de cavaquinho e na liberdade de uma gag cênica, ambas exigindo habilidade e espaço para a invenção. O festival propõe uma experiência intergeracional, buscando aproximar o público mais velho, que traz a memória afetiva do choro, do público infantil e jovem, fortemente atraído pela palhaçaria.

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Programação Diversificada e Inclusiva

O ChoradaRia oferecerá seis shows de choro, seis espetáculos de palhaçaria, três oficinas formativas e duas mostras abertas. A maioria dos artistas foi selecionada por meio de convocatória aberta à comunidade mineira, promovendo a democratização e o protagonismo artístico local.

A curadoria é assinada por Adriana Morales (Grupo Trampulim), Raíssa Anastásia (Abre a Roda Mulheres no Choro), Lori Moreira (Cia Caxangá) e Iara Carvalho (filha de Mari Carvalho), com foco na qualidade artística e na presença feminina, tanto na música quanto na cena.

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A abertura, em 27 de março, contará com o espetáculo “Manotas Musicais” do Grupo Trampulim e a roda “Brasil de Compositoras” do Abre a Roda Mulheres no Choro. A programação segue com apresentações em locais como a Praça Floriano Peixoto, Praça Aroldo Tenuta e Praça do México, espalhando a arte por diferentes regiões da cidade.

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Oficinas como “Música, improvisação e palhaçaria” e “Reprise – Gags Clássicas de Palhaçaria” ampliarão o diálogo entre as linguagens. O encerramento, em 23 de abril, Dia Nacional do Choro, trará o espetáculo “ParaChicos” do Grupo Maria Cutia e a roda “Alma Feminina” do grupo paulistano Choronas.

Serviço

Festival ChoradaRia – O Encontro do Choro com o Riso

Quando: 27 de março a 23 de abril de 2026

Onde: Praças e centros culturais de Belo Horizonte

Entrada: Gratuita

Informações: www.ciacaxanga.com.br e @ciacaxanga

Fonte: Cia Caxangá

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