Banda Mole Inova no Carnaval de BH com Ala Drag Queen e Celebra Diversidade na Avenida Afonso Pena

Banda Mole Inova no Carnaval de BH com Ala Drag Queen e Celebra Diversidade na Avenida Afonso Pena

O Carnaval de Belo Horizonte ganha um novo brilho neste sábado (7/2) com a estreia da ala drag queen na tradicional Banda Mole. Com 51 anos de história, o bloco, que já foi conhecido por homens fantasiados de mulher, passa por uma reconfiguração para abraçar a diversidade de forma mais respeitosa e artística. A frente […]

Resumo

O Carnaval de Belo Horizonte ganha um novo brilho neste sábado (7/2) com a estreia da ala drag queen na tradicional Banda Mole. Com 51 anos de história, o bloco, que já foi conhecido por homens fantasiados de mulher, passa por uma reconfiguração para abraçar a diversidade de forma mais respeitosa e artística.

A frente do trio elétrico na Avenida Afonso Pena, seis drag queens prometem animar a multidão, marcando uma nova era para a folia belo-horizontina. A atriz Kayete, 54 anos, ícone LGBTQIAPN+ da capital, assume o posto de madrinha da Banda Mole neste ano, celebrando a evolução do evento.

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Resgate da Diversidade e Arte Drag

Kayete expressa sua satisfação com a inclusão. “Eu aceitei ser madrinha porque estamos resgatando a diversidade. Teremos drag queens, mulheres trans, grandes amigas na frente da comissão”, afirma a atriz, que frequentava o bloco com o pai na infância.

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Ela também ressalta a distinção entre a antiga prática e a arte drag. “A arte drag queen é uma coisa muito bem feita, uma profissão, um ofício de muitos artistas LGBTQIAPN+. Então, você pode estar fantasiado de mulher, do que você quiser, mas drag queen é uma arte, tem que respeitar”, explica Kayete.

Diálogo e Evolução no Carnaval

A madrinha enfatiza a importância do diálogo para o aprendizado mútuo. “Acho que estamos evoluindo muito e vamos aprendendo juntos. Temos que saber conversar. É com o diferente que aprendemos”, pontua.

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Evellyn Loren, uma das drag queens convidadas por Kayete, compartilha sua visão. “Eu não sou muito fã de homem se vestindo de mulher para o Carnaval, porque nossa identidade não é fantasia. Mas a liberdade de expressão e a rua são para todos”, comenta.

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Tradição e Inclusão de Longa Data

Jacaré, um dos fundadores da Banda Mole, relembra que o bloco é mais antigo que a Parada LGBTQIAPN+ da capital e sempre abriu espaço para a diversidade. “Já no começo, estávamos de braços abertos para a população LGBT. Aceitamos qualquer tipo de credo, raça, não temos preconceito com nada. A única coisa que pedimos é que a pessoa venha em paz, porque é um lugar de se divertir”, declara.

Democracia e Alegria na Praça Sete

A celebração continua com a participação do ator Diego Martins, que sobe ao trio às 20h. Para ele, a diversidade na festa simboliza a democracia. “Isso é democracia”, afirma Martins, que espera “música boa, gente bonita e beijo na boca” em sua primeira vez no Carnaval de BH.

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A festa da Banda Mole se encerra às 21h, na Praça Sete, prometendo um final de semana de folia democrático e inclusivo na capital mineira.

Fonte: O Tempo

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