O auditor-fiscal da Receita Federal Ricardo Mansano, que teve seus bens bloqueados e foi afastado do cargo após operação da Polícia Federal nesta terça-feira (17), declarou a interlocutores que o acesso aos dados fiscais de Maria Carolina Feitosa, enteada do ministro Gilmar Mendes, ocorreu “por engano”.
Segundo relatos, Mansano já teria apresentado esses esclarecimentos à própria Receita Federal. A apuração policial investiga possíveis acessos indevidos a dados sigilosos de autoridades e seus familiares.
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Mansano é lotado na unidade da Receita em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. Além do afastamento, o auditor-fiscal cumpre medidas cautelares que incluem o uso de tornozeleira eletrônica e restrições de deslocamento, como a proibição de pernoitar fora de casa.
Durante a ação da Polícia Federal, foram apreendidos o computador, notebook, celular e outros pertences do servidor. O caso se insere em um contexto de investigações sobre a utilização de sistemas oficiais para consultas de informações protegidas por sigilo.
A Unafisco Nacional, sindicato que representa auditores fiscais, divulgou nota expressando preocupação com a adoção de medidas cautelares consideradas “gravosas” contra o servidor, especialmente em uma fase ainda preliminar da apuração pela própria Receita Federal.
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A entidade defende uma investigação rigorosa, mas que observe o devido processo legal, a presunção de inocência e a proporcionalidade das sanções. A Unafisco argumenta que medidas extremas exigem fundamentação robusta e provas consistentes, algo que, segundo o sindicato, ainda não estaria configurado.
Até o momento, a Receita Federal e a Polícia Federal não divulgaram detalhes adicionais sobre os desdobramentos da investigação ou sobre a confirmação da versão do auditor-fiscal.
Fonte: CNN Brasil
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