Uma manifestação organizada para marcar os três anos dos ataques de 8 de janeiro de 2023 ao Congresso Nacional, em Brasília, terminou em confronto físico no Largo de São Francisco, em São Paulo, na tarde desta quinta-feira (8).
O evento, realizado no salão nobre da Faculdade de Direito da USP, reunia militantes de esquerda e entidades que organizaram um manifesto em defesa da democracia. A tensão se instalou com a chegada de figuras políticas de direita, entre elas o ex-deputado estadual Douglas Garcia (União Brasil) e o vereador Rubinho Nunes (União Brasil).
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Chegada de políticos de direita gera tumulto
Segundo relatos e vídeos que circulam nas redes sociais, o conflito teve início após Douglas Garcia subir às galerias superiores do auditório para gravar vídeos, o que foi interpretado pelos presentes como uma provocação.
Manifestantes reagiram gritando “fascista” e, em seguida, passaram a expulsar o ex-deputado do local. Durante a ação, Garcia teve sua camisa rasgada enquanto era empurrado escada abaixo.
Centro Acadêmico acusa bolsonaristas de incitar conflito
O Centro Acadêmico XI de Agosto, entidade representativa dos estudantes da Faculdade de Direito e um dos organizadores do ato, emitiu nota de repúdio classificando a confusão como uma ação deliberada dos políticos de direita.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
A entidade afirmou que a presença de Garcia e Nunes não visava ao diálogo, mas sim à provocação para gerar conteúdo midiático. “Trata-se do conhecido modus operandi do bolsonarismo e de seus grupos satélites: infiltrar-se em manifestações da esquerda e dos movimentos sociais com o único intuito de tumultuar, incitar conflitos e fabricar narrativas vitimistas para as redes sociais”, declarou o Centro Acadêmico.
Vereador relata agressão com garrafada
A confusão se estendeu ao andar térreo, onde o vereador Rubinho Nunes e sua equipe aguardavam. Nunes afirmou que sua intenção era conversar com alguns presentes, mas acabou sendo envolvido no tumulto.
O vereador alega ter sido agredido com uma garrafada no rosto. Douglas Garcia deixou o local acompanhado por assessores, com a camisa rasgada.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Manifesto pela memória democrática
O ato em São Paulo foi convocado pelo Grupo Prerrogativas, pelo Centro Acadêmico XI de Agosto e pelo PT-SP, com adesão de cerca de 40 entidades. O objetivo principal era divulgar um manifesto que propõe a criação de uma memória permanente sobre os ataques de 2023.
O documento, assinado por mais de 200 personalidades, incluindo juristas e parlamentares, define o 8 de janeiro como um dia de “celebração da vitória democrática” e alerta para a necessidade de vigilância contínua contra ameaças à democracia brasileira.
Fonte: G1
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO