O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), determinou a manutenção da escolta da deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) em caráter provisório. A decisão atende a um pedido de reconsideração apresentado pela parlamentar, que se viu surpreendida pela suspensão do serviço de proteção.
A escolta havia sido retirada na última segunda-feira, após um parecer técnico do Departamento de Polícia Legislativa Federal (DPLF). O documento, datado de 4 de dezembro, baseou-se em informações da Polícia Federal, da Polícia Civil do Rio de Janeiro e do Ministério Público estadual.
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Segundo essas fontes, não haveria ameaças recorrentes ou risco iminente à integridade física da deputada Talíria Petrone.
Repercussão e Reavaliação
A suspensão da escolta gerou repercussão e motivou a intervenção de Arthur Lira. Por meio de sua assessoria, o presidente informou que entrou em contato com a deputada e que o tema será reavaliado.
A análise levará em conta precedentes da Câmara e novas informações apresentadas por Talíria Petrone.
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Enquanto a reavaliação ocorre, Lira determinou a continuidade da escolta, garantindo a segurança da parlamentar.
Posicionamento da Deputada
Em suas redes sociais, Talíria Petrone expressou surpresa com a retirada da proteção, especialmente em um período de tensões na Casa Legislativa.
A deputada relatou ter tentado contato com o presidente da Câmara sem sucesso inicial, o que aumentou sua apreensão.
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Posteriormente, Petrone informou ter recebido um contato de Lira, que se comprometeu a acolher o recurso sobre sua escolta.
“Seguiremos mobilizados até que esta decisão seja revertida oficialmente”, declarou a parlamentar em sua publicação, indicando a busca por uma garantia definitiva.
Base Legal da Suspensão
A suspensão da escolta foi formalizada por um despacho da Presidência da Câmara. O documento cita o Ato da Mesa nº 213/2025, que estabelece prazos e prevê a revisão periódica dos serviços de proteção.
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A norma determina que a manutenção da escolta depende da persistência dos motivos que levaram à sua concessão.
No entanto, o Ato da Mesa também ressalta que a decisão de suspensão não é definitiva e pode ser revista mediante novas circunstâncias ou pedidos.
Fonte: O Globo