Tensão nas articulações para 2026
A deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC) expressou descontentamento com as discussões públicas entre membros do PL sobre as eleições de 2026. Em entrevista ao Café com a Gazeta do Povo, ela citou como exemplos as divergências em Santa Catarina, que a envolvem, e a polêmica no Ceará, que teve como protagonista Michelle Bolsonaro, presidente nacional do PL Mulher. Campagnolo ressaltou que debater estratégias internamente é necessário, mas criticou a forma como essas discussões se tornam públicas e geram “avalanche de ódio” dentro do próprio espectro da direita.
Defesa de Michelle Bolsonaro e crítica à direita
Em meio a alegações de que Michelle Bolsonaro estaria tentando atropelar decisões de seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, Campagnolo defendeu a ex-primeira-dama, classificando a acusação como “absurda”. Para a deputada, a direita precisa “amadurecer”, pois, segundo ela, a atitude de atacar membros do mesmo grupo político após divergências estratégicas se assemelha a “um grupo de direita tentando aniquilar o outro”.
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Crise em Santa Catarina e candidatura ao Senado
Campagnolo detalhou a tensão em Santa Catarina referente à chapa ao Senado, que se intensificou com a chegada do vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ). Ela explicou que a vaga do PL era destinada à deputada federal Caroline de Toni (PL-SC), mas que a intenção seria cedê-la a Carlos Bolsonaro, a pedido de Jair Bolsonaro. A deputada estadual afirmou que, caso precise, mudará de partido para concorrer ao Senado, contando com o apoio do ex-presidente. A situação gerou reações, com Carlos Bolsonaro negando as declarações de Campagnolo e Eduardo Bolsonaro criticando a postura da deputada estadual.
Controvérsia no Ceará e aliança com Ciro Gomes
A deputada também abordou a controvérsia no Ceará sobre um possível apoio do PL ao ex-ministro Ciro Gomes (PSDB). Campagnolo criticou a lógica de aliar-se a Ciro para evitar a vitória do PT, classificando-a como uma “decisão ruim, entre o ruim e o pior”. Ela mencionou que Michelle Bolsonaro se manifestou publicamente contra a aliança, defendendo o pré-candidato Eduardo Girão (Novo-SC), o que gerou um embate com o deputado federal André Fernandes (PL-CE) e apoio de outros membros da família Bolsonaro a este último. Michelle, por sua vez, divulgou nota pedindo perdão aos enteados, mas reafirmou sua posição contrária a Ciro Gomes, comparando a aliança a trocar “Joseph Stalin por Vladimir Lenin”.