O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou nesta quarta-feira (18) o inquérito que investigava a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP). A investigação buscava apurar supostos crimes de coação e obstrução de justiça.
A decisão do ministro atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
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A PGR havia recomendado o arquivamento ao analisar que, embora Zambelli tenha anunciado a intenção de buscar apoio de autoridades estrangeiras após deixar o Brasil, essa estratégia não se concretizou efetivamente.
Contexto da Investigação
O inquérito foi instaurado em junho de 2025 por Alexandre de Moraes. A abertura se deu após declarações de Zambelli em entrevistas, nas quais ela teria afirmado que sua saída do país se configurava como uma tentativa de impedir a aplicação da lei penal e reiterava condutas criminosas contra as instituições.
Na época, Moraes determinou que o Banco Central detalhasse as movimentações financeiras de Zambelli via Pix nos 30 dias anteriores à decisão. A análise posterior da PGR indicou que as transações eram majoritariamente doações de apoiadores.
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Parecer da PGR
No parecer que recomendou o arquivamento, a Procuradoria ressaltou que os documentos periciais não revelaram um conluio concreto com agentes estrangeiros ou nacionais.
Também foi apontado que não houve ações com o condão de impactar o andamento de inquéritos ou ações penais no âmbito do STF.
Outros Casos e Condenações
Carla Zambelli já foi condenada a dez anos de prisão em outro processo. A condenação refere-se à invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à emissão de um mandado falso de prisão contra o próprio ministro Alexandre de Moraes.
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Enquanto estava na Itália, Zambelli recebeu uma pena adicional de cinco anos por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
Esses dois casos integram um único processo de extradição, cujo resultado ainda não foi divulgado.
Denúncia a Aliados
Em paralelo, a PGR informou que denunciou Eduardo Bolsonaro (PL) e Paulo Figueiredo por coação em um caso distinto.
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Fonte: Folha de S.Paulo