Um advogado foi preso em flagrante na manhã desta terça-feira (10/3) enquanto dirigia uma viatura descaracterizada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). O flagrante ocorreu na pista exclusiva para transporte público e veículos oficiais da Avenida Antônio Carlos, em Belo Horizonte.
Denúncias anônimas levaram à investigação
A ação policial é resultado de denúncias anônimas que começaram a ser registradas em fevereiro deste ano. Relatos apontavam que o defensor estaria utilizando o veículo oficial da corporação para seus deslocamentos rotineiros, possivelmente para ir ao trabalho.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Uma manifestação enviada à Ouvidoria do Estado de Minas Gerais também corroborou as informações recebidas pela Polícia Civil, que decidiu intensificar a apuração e montar uma operação.
Blitz em via expressa da capital
Policiais civis organizaram uma blitz estratégica na pista exclusiva da Avenida Antônio Carlos, uma das principais vias expressas de Belo Horizonte, conhecida pelo tráfego intenso e pelas faixas destinadas a ônibus e veículos autorizados.
Durante a fiscalização, um veículo com as características descritas nas denúncias foi identificado. Os agentes deram ordem de parada e realizaram a abordagem do condutor.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Advogado e viatura oficial sem vínculo
No momento da abordagem, o motorista se identificou como advogado e apresentou sua carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). As autoridades confirmaram que o automóvel pertencia à frota da PCMG, mas que o condutor não possuía vínculo como servidor público.
As investigações preliminares indicam que a viatura estaria vinculada a uma delegada da Polícia Civil, que seria a esposa do advogado preso. A servidora foi localizada e encaminhada à Corregedoria da PCMG para prestar esclarecimentos sobre o uso indevido do veículo.
Prisão e encaminhamento para a Corregedoria
O advogado foi conduzido à sede da Corregedoria para prestar depoimento sobre os fatos. O veículo foi apreendido e removido para a Diretoria de Transportes da PCMG, onde passará por perícia técnica para apurar detalhes do uso e possíveis adulterações.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Posicionamento oficial da Polícia Civil
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que a Corregedoria realizou diligências que culminaram na prisão em flagrante do advogado pelo crime de peculato. A nota também confirmou que a delegada teve sua prisão em flagrante ratificada após ser ouvida pela unidade correcional.
“Após os procedimentos de polícia judiciária, o advogado foi encaminhado ao sistema prisional e a servidora à Casa de Custódia da Polícia Civil. As investigações prosseguem. A PCMG ressalta que não coaduna com desvios de conduta de seus servidores”, declarou a corporação.
O crime de peculato, previsto no Código Penal Brasileiro, ocorre quando um funcionário público, no exercício de suas funções, desvia bens públicos ou particulares em proveito próprio ou alheio.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Fonte: Informações obtidas a partir de conteúdo jornalístico.