O deputado Alfredo Gaspar (União-AL) protocolou nesta terça-feira (31.mar.2026) uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) e uma representação criminal na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS).
Gaspar, que atuou como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, alega ter sido vítima de calúnia, denunciação caluniosa e coação no curso do processo por parte dos parlamentares.
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A iniciativa do deputado alagoano surge após a senadora e o deputado do PT terem divulgado, sem apresentar provas, a acusação de que Alfredo Gaspar teria estuprado uma menor de idade.
Gaspar classificou as alegações como uma “cortina de fumaça” orquestrada pelo governo para desviar a atenção das conclusões da CPMI do INSS. O relatório da comissão recomendou o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Até bandido devia ter limite moral. Enfrentei o esgoto da política, mas vou até o final para processar, cassar e prender Lindbergh e Soraya”, declarou Gaspar, sinalizando sua determinação em levar as acusações adiante.
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Investigação e Exames de DNA
O parlamentar informou que, além de acionar o STF e a PGR, também comunicou a Polícia Federal (PF) sobre o caso.
Gaspar solicitou ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a realização imediata de exames biológicos, incluindo teste de DNA, com o objetivo de refutar a narrativa de que ele teria um filho fruto de violência sexual contra uma ex-funcionária doméstica.
“Não quero alardear minha inocência, quero celeridade. Coloquei-me à disposição para qualquer esclarecimento. A resposta política desta Casa tem que ser: ou vocês têm um parlamentar estuprador e ele merece ser cassado, ou têm dois criminosos abjetos que precisam ser presos”, afirmou o deputado.
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Representações Partidárias e Pedidos de Cassação
O Partido Liberal (PL), ao qual Alfredo Gaspar é filiado, já apresentou uma representação à Corregedoria do Senado, solicitando a suspensão do mandato da senadora Soraya Thronicke.
Adicionalmente, o PL protocolará no Conselho de Ética da Câmara um pedido para cassar o mandato de Lindbergh Farias, argumentando quebra de decoro parlamentar.
Origem das Acusações e Confusão Deliberada
Alfredo Gaspar apontou a origem das que ele classifica como “fake news” para um primo homônimo, que atua como juiz em Alagoas.
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Segundo Gaspar, este primo teve, na juventude, um relacionamento consensual com uma funcionária da casa de seu avô. Na época dos fatos, a funcionária tinha 21 anos.
A paternidade, conforme relatou o deputado, foi confirmada em 2012 por meio de exame de DNA, após a filha dessa relação ter buscado um programa de proteção a testemunhas.
Gaspar sustenta que o Partido dos Trabalhadores (PT) e parlamentares da base governista confundiram deliberadamente os nomes para atacá-lo no dia da entrega do relatório da CPMI do INSS.
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