Tragédia em Belo Horizonte: Mãe e filha morrem após queda de hotel
Uma mulher de 32 anos morreu após jogar a filha de 6 anos do 10º andar de um hotel no centro de Belo Horizonte e em seguida pular do mesmo quarto. O trágico evento, ocorrido na segunda-feira (1º/12), chocou testemunhas e mobilizou equipes de resgate. A filha mais velha da mulher, uma adolescente de 13 anos, também estava no quarto e presenciou os momentos que antecederam a queda da irmã e da mãe.
Histórico de depressão e suposto abuso como gatilho
Familiares relataram que a mulher apresentava sinais de depressão há anos e já havia falado sobre suicídio diversas vezes. O adoecimento mental teria se intensificado após as filhas, na época com 1 e 8 anos, supostamente terem sido vítimas de abuso sexual por um adolescente de 14 anos, sem parentesco com as meninas. A denúncia foi feita à Polícia Militar em 2020.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Descoberta do abuso e o impacto na saúde mental da mãe
Segundo o boletim de ocorrência da época, a mãe percebeu vermelhidão nas partes íntimas da filha bebê e, ao questionar a filha mais velha, descobriu que ambas eram abusadas há dias. Desde então, a mulher passou a apresentar comportamento depressivo e chegou a ter surtos em público. Ela fazia uso de medicamentos controlados, mas teria interrompido o tratamento há mais de um ano, sentindo-se culpada pelo ocorrido com as filhas.
O desespero e as últimas horas da mãe com as filhas
A adolescente de 13 anos contou à polícia que a mãe decidiu se hospedar no hotel após uma discussão com o companheiro. No quarto, a mulher teria oferecido três alternativas às filhas: que todas tirassem a própria vida, que a adolescente fosse morar com a avó, ou que fosse para o Espírito Santo com o pai biológico. Diante da recusa da filha mais velha em se matar, a mãe teria dito que a irmã mais nova “não teria escolha”. A adolescente relatou ainda que a mãe forçou a irmã mais nova a ingerir uma grande quantidade de medicamentos antes de jogá-la pela janela. Em seguida, a mãe também se lançou do prédio.
Investigação em andamento e o amparo à sobrevivente
A Polícia Civil investiga as circunstâncias da tragédia. Peritos estiveram no local para realizar levantamentos técnicos. O caso está sob responsabilidade do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A adolescente de 13 anos, que não sofreu ferimentos físicos, ficou sob os cuidados da avó materna. A reportagem buscou a Polícia Civil para obter mais detalhes sobre as investigações, mas aguarda resposta.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO