Uma onda de boatos tomou conta de moradores do bairro Floresta, na região Leste de Belo Horizonte, após a circulação de uma mensagem alarmista no WhatsApp. A comunicação, marcada como “encaminhada com frequência”, alertava sobre a suposta aplicação de um adubo “venenoso” na grama da Praça Comendador Negrão de Lima, sugerindo perigo para animais de estimação e crianças por, pelo menos, um mês.
A mensagem não identificava autoria e solicitava que tutores de cães evitassem o uso do gramado para necessidades de seus pets, além de alertar para o contato direto com a vegetação. O boato gerou apreensão na comunidade, que frequenta assiduamente o espaço público e expressou preocupação pela aparente falta de comunicação oficial da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) sobre os produtos utilizados e os riscos envolvidos.
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Moradores questionaram nas redes sociais a ausência de informações claras e a necessidade de sinalização adequada para animais. “Se há a possibilidade de envenenar cachorros, é necessário que isso esteja escrito de forma clara, e que haja alguma barreira para cães de rua que passam diariamente ali”, comentou um frequentador da praça.
PBH desmente aplicação de veneno e esclarece procedimento
Em resposta às preocupações, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) esclareceu que a manutenção realizada na Praça Comendador Negrão de Lima não envolveu o uso de veneno. A orientação para evitar o contato com a grama nos próximos 60 dias visa, na verdade, garantir o desenvolvimento adequado da nova vegetação.
A Subsecretaria Municipal de Zeladoria Urbana (Suzurb) explicou que os serviços de revitalização, realizados nos dias 19 e 20 de março, incluíram o plantio da grama São Carlos e o salgamento com terra vegetal adubada. Este composto é uma mistura de terra peneirada, húmus de minhoca e esterco curtido.
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Técnica de salgamento visa nutrir e acelerar o crescimento da grama
O salgamento é uma técnica comum em jardinagem e paisagismo. Consiste na aplicação de uma fina camada de terra sobre o gramado recém-plantado. O objetivo principal é nivelar o terreno e criar um ambiente propício para que as raízes da grama se desenvolvam rapidamente e se fixem ao solo.
A PBH reitera que não existem evidências científicas que apontem riscos do uso da terra vegetal adubada à saúde de humanos ou animais. Pelo contrário, o material é considerado seguro e é frequentemente recomendado para uso em hortas caseiras, demonstrando sua inocuidade.
Nutrientes e umidade para um gramado saudável
A escolha da terra vegetal adubada pela gestão municipal se deu pela sua capacidade de melhorar a fertilização do solo. Os nutrientes essenciais presentes, como nitrogênio, fósforo e potássio, são fundamentais para estimular o crescimento vigoroso da grama, aumentar sua densidade e realçar a cor verde vibrante. Além disso, o composto auxilia na retenção de umidade, crucial para a sobrevivência e saúde da vegetação em períodos de menor precipitação.
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Evitar pisoteio para garantir a fixação da grama
A orientação para que os frequentadores evitem pisar no gramado recém-plantado, inclusive com a instalação de placas educativas pela Associação de Moradores do bairro Floresta, tem como propósito primordial assegurar o bom desenvolvimento da grama. O pisoteio excessivo e o acúmulo de dejetos de animais podem prejudicar a fixação das raízes ao solo, além de gerar odores desagradáveis e comprometer a estética do local.
Portanto, a recomendação de não pisar na grama por um período de aproximadamente 60 dias é uma medida preventiva para garantir que a vegetação se estabeleça completamente, proporcionando um espaço verde mais bonito e duradouro para os moradores da região Leste de Belo Horizonte.
Fonte: O Tempo
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