Uma grave ocorrência de violência doméstica chocou os moradores de Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na noite desta quinta-feira (26). Uma manicure de 36 anos foi brutalmente atacada com cinco facadas pelo próprio marido, um lanterneiro de 39 anos, na frente do filho do casal, um menino de 10 anos diagnosticado com autismo.
Agressão após discussão
Segundo informações da Polícia Militar, a violência ocorreu após um dia de intensas discussões entre o casal, que culminou na quebra de objetos na residência, como uma televisão. A vítima, em tentativa de evitar o conflito, teria se recolhido para dormir, momento em que o agressor iniciou as agressões com a faca.
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Filho presenciou o ataque e buscou ajuda
O filho do casal, que tem 10 anos e é autista, presenciou o início do ataque e, em um ato de desespero, correu para a rua pedindo socorro. Um vizinho prontamente ajudou a vítima, transportando-a até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ibirité. A manicure foi internada em estado grave, mas, segundo boletim médico, está estável e sem risco de morte.
Prisão em flagrante em BH
O agressor, identificado como Warley Ricardo Monteiro, fugiu do local utilizando o veículo de um cliente, com destino ao Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte. A rápida ação do serviço de inteligência da Polícia Militar resultou na localização do automóvel e na prisão do suspeito. Ao ser abordado, Monteiro teria tentado ocultar sua identidade e, posteriormente, alegou ter agido em legítima defesa devido a um desentendimento financeiro.
Histórico de violência
Um levantamento da própria Polícia Militar revelou que Warley Ricardo Monteiro possui antecedentes criminais por ameaça e lesão corporal no âmbito da Lei Maria da Penha, com registros anteriores de medidas protetivas solicitadas por uma ex-companheira. A perícia criminal constatou a presença de vestígios de sangue espalhados pela residência, indicando a brutalidade do ataque. O homem responderá pelo crime de feminicídio tentado.
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O caso reforça a preocupante estatística de violência contra a mulher em Minas Gerais e a importância do combate à Lei Maria da Penha.
Fonte: R7