Médicos que acompanham o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) emitiram um alerta sério sobre o estado de saúde do político. Em coletiva de imprensa realizada na noite de sexta-feira, 13, a equipe médica informou que a broncopneumonia bacteriana bilateral que Bolsonaro trata é a mais grave que ele já enfrentou, apresentando risco de evolução fatal.
O pneumologista Claudio Birolini explicou que uma pneumonia aspirativa, como a que acomete o ex-presidente, pode evoluir para insuficiência respiratória e, sem intervenção adequada, levar à morte.
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“No momento, a situação do ex-presidente Bolsonaro é estável, mas o risco de um evento potencialmente mortal surge nessas circunstâncias”, declarou Birolini. Esta é a terceira pneumonia sofrida por Bolsonaro desde o início de 2023, sendo esta a mais severa.
O cardiologista Leandro Echenique reforçou que o risco de complicações persiste mesmo com o tratamento em andamento e que medidas preventivas estão sendo tomadas, embora o ambiente de internação apresente desafios.
Refluxo como Fator Agravante
A equipe médica identificou o refluxo gastroesofágico como o principal fator causador do quadro de pneumonia. Birolini ressaltou que o risco de pneumonia aspirativa devido ao refluxo já havia sido alertado anteriormente.
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“Novamente, estamos lidando com essa situação, que é bastante crítica e que realmente põe em risco a vida do paciente”, afirmou o médico. A rapidez no deslocamento ao hospital foi crucial para evitar a necessidade de intubação.
Sem Prazo para Alta e Recuperação Lenta
Não há previsão para a alta de Bolsonaro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nem para sua recuperação total. Estima-se que o processo será mais lento devido à gravidade da pneumonia e às comorbidades preexistentes do ex-presidente.
O tratamento com antibióticos está previsto para durar entre sete e 14 dias. Echenique mencionou que as comorbidades de Bolsonaro são fatores agravantes, mas que o início rápido do tratamento ajuda a amenizar os riscos.
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Bolsonaro, que completa 71 anos em breve, tem um histórico de saúde delicado, especialmente após a facada sofrida em 2018, que resultou em diversas cirurgias.
Contexto da Prisão e Transferência
A internação de Bolsonaro ocorre dez dias após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmar a manutenção de sua prisão. A defesa do ex-presidente havia solicitado a transferência para prisão domiciliar, alegando inadequação da estrutura médica da Papudinha, onde ele estava detido.
O ministro Alexandre de Moraes rejeitou o pedido, fundamentando que Bolsonaro se encontra na Papuda por ter tentado romper a tornozeleira eletrônica durante o período em que cumpria prisão domiciliar.
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O boletim médico do hospital DF Star confirmou a broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. Após ser transferido da Papudinha, Bolsonaro está recebendo antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo na UTI.
Fonte: Estadão