O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou surpresa ao acreditar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assim como os líderes do México e da Colômbia, teriam sido convidados, mas não compareceram, à reunião conservadora “Escudo das Américas” (Shield of Americas), realizada em Miami.
A declaração de Trump, feita aos jardins da Casa Branca, contrasta com a informação oficial do governo brasileiro, que confirmou que Lula não recebeu qualquer convite para o evento que reuniu lideranças de países latino-americanos alinhados ideologicamente ao ex-presidente americano.
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A cúpula, que contou com a presença de 12 líderes, teve como pauta principal a discussão sobre cooperação em segurança pública e a formulação de planos de ação militar conjuntos contra o narcotráfico na região.
Trump manifestou o desejo de intensificar as operações contra cartéis de drogas, comparando a iniciativa a ações já realizadas no Mar do Caribe, com o bombardeio de embarcações venezuelanas. Ele anunciou a formação de uma “coalizão militar” com o objetivo de empregar força letal contra grupos armados.
Um dos pontos de maior divergência entre os governos de Trump e Lula diz respeito à intenção americana de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), as duas maiores facções criminosas do Brasil, como organizações terroristas. O governo brasileiro se opõe a essa medida.
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O Brasil, o México e a Colômbia são considerados países estratégicos na rota do narcotráfico continental, devido à influência econômica e militar de seus cartéis e facções. Apesar de já possuírem algum nível de cooperação com os EUA em segurança, os presidentes desses três países são de esquerda e têm criticado a atuação militar americana na região.
A lista de líderes latino-americanos presentes no “Escudo das Américas” incluiu representantes de Trinidad e Tobago, Paraguai, República Dominicana, El Salvador, Guiana, Costa Rica, Equador, Bolívia, Argentina, Panamá, Honduras e Chile.
Fonte: R7
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