Trump descarta negociações com o Irã e diz que conflito só acabará com fim do exército ou governo iraniano

Trump descarta negociações com o Irã e diz que conflito só acabará com fim do exército ou governo iraniano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado que não tem interesse em negociar com o Irã, sugerindo que o conflito só chegará ao fim quando Teerã não possuir mais um exército funcional ou qualquer liderança em seu governo. Em declarações à imprensa a bordo do Air Force One, Trump indicou que uma […]

Resumo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado que não tem interesse em negociar com o Irã, sugerindo que o conflito só chegará ao fim quando Teerã não possuir mais um exército funcional ou qualquer liderança em seu governo.

Em declarações à imprensa a bordo do Air Force One, Trump indicou que uma campanha aérea prolongada poderia tornar as negociações inviáveis, especialmente se todos os potenciais líderes iranianos forem eliminados e as Forças Armadas do país forem destruídas.

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As tensões entre os dois países escalaram nas últimas semanas, após uma série de incidentes no Golfo Pérsico e o abate de um drone americano. Os Estados Unidos acusam o Irã de ser o principal financiador e incentivador de grupos militantes na região, enquanto Teerã vê as ações americanas como uma provocação e uma ameaça à sua soberania.

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Irã se diz preparado para conflito prolongado

Em resposta às declarações de Trump e à crescente pressão internacional, o porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã, Ali Mohammad Naini, afirmou neste domingo que o país está preparado para enfrentar “pelo menos seis meses de uma guerra intensa” contra os Estados Unidos e Israel.

Essa declaração sugere que Teerã possui recursos e estratégias para sustentar um conflito de longa duração, apesar das sanções econômicas impostas pelos EUA e de possíveis ataques direcionados à sua infraestrutura.

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Israel amplia ofensiva no Líbano

Enquanto a retórica entre EUA e Irã se intensifica, Israel realizou ataques contra depósitos de petróleo ao sul de Teerã, marcando a primeira ação registrada contra a infraestrutura petrolífera iraniana desde o início do conflito.

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Adicionalmente, durante a madrugada, em Beirute, a cerca de 1.500 km de distância, Israel reivindicou um “ataque de precisão” contra “comandantes-chave” da Força Quds, o braço de operações estrangeiras da Guarda Revolucionária Islâmica. O país alega que esses comandantes planejavam “ataques terroristas”.

Segundo o Ministério da Saúde libanês, o bombardeio israelense atingiu um complexo hoteleiro no centro de Beirute, resultando na morte de quatro pessoas e deixando dez feridos. O alvo foi o Hotel Ramada, localizado no bairro costeiro de Raouché, uma área turística que até então havia sido poupada de ataques israelenses direcionados ao movimento xiita Hezbollah, aliado do Irã.

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Esses ataques em território libanês demonstram a ampliação do teatro de operações e o envolvimento de outros atores regionais no conflito, aumentando o risco de uma guerra por procuração mais ampla no Oriente Médio. A comunidade internacional observa com apreensão os desdobramentos, buscando evitar uma escalada que possa desestabilizar ainda mais a região e ter repercussões globais.

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