Michelle Bolsonaro repudia aliança com Ciro Gomes
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro manifestou forte desaprovação à possibilidade de a direita se aproximar do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB). A declaração ocorreu durante o lançamento da pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo-CE) ao governo cearense. Michelle, que preside o PL Mulher, pediu atenção ao público presente e declarou: “Eu adoro o André [Fernandes], mas fazer aliança com o homem que é contra o maior líder da direita? isso não dá. Vou falar uma coisa: nós vamos nos levantar, nós vamos nos levantar e nós vamos trabalhar para eleger o Girão.” A esposa de Jair Bolsonaro (PL) reforçou seu posicionamento, afirmando: “Eu sou cristã, não vou negociar os meus valores, custe o que custar.”.
André Fernandes contradiz Michelle e cita Bolsonaro
Em contrapartida, o deputado federal André Fernandes (PL-CE), que tem se aproximado de Ciro Gomes e participado de seus eventos, apresentou uma versão diferente dos fatos. Em entrevista concedida ao final do evento, Fernandes declarou: “A esposa do ex-presidente Bolsonaro vem aqui e diz que fizemos a movimentação errada, sendo que o próprio presidente, no dia 29 de maio, pediu para ligarmos para Ciro Gomes no viva-voz e ficou acertado que apoiaríamos o Ciro.”
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Outras vozes e cenários políticos
O advogado Sebastião Coelho também se alinhou ao discurso de Michelle Bolsonaro, opinando que Ciro Gomes “pode ser candidato, sim, mas não tem o direito de dizer que representa a direita.” A articulação política em torno de Michelle Bolsonaro tem sido intensa, com viagens pelo país para apoiar pré-candidaturas ao Senado e a governos estaduais. Ela é frequentemente mencionada como uma possível substituta de Jair Bolsonaro na disputa presidencial em 2026 ou como vice em uma chapa com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Contexto da disputa no Ceará
A declaração de Michelle Bolsonaro ocorre em um momento de definições políticas para o Ceará. Além de Eduardo Girão, o estado tem como potenciais candidatos à governadoria o atual governador petista Elmano de Freitas e o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, que deixou o PDT. A disputa eleitoral local se insere em um contexto mais amplo de realinhamentos políticos nacionais.