Um homem de 35 anos, que se apresentava como empresário de sucesso e ostentava carros de luxo e viagens nas redes sociais, foi preso nesta semana na Região Metropolitana de Belo Horizonte. João Paulo Murta Coimbra Ribeiro é investigado por uma série de golpes de estelionato que, somados, ultrapassam o prejuízo de R$ 4 milhões.
A Polícia Civil aponta que o suspeito aplicou golpes com modus operandi semelhante em pelo menos 50 ocorrências registradas em Minas Gerais e outros estados. A Delegacia Especializada de Investigação de Crimes contra o Patrimônio (Depatri) é responsável pela investigação.
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Imagem de Sucesso Construída com Fraudes
Para atrair suas vítimas, João Paulo se passava por um homem de negócios bem-sucedido. Segundo relatos, ele se dizia representante de um laboratório de medicamentos, cosméticos e suplementos. O delegado Felipe Freitas destacou que o suspeito “se vestia de um personagem” para enganar as pessoas.
“Ele reinvestia o dinheiro dos golpes na própria fraude, criando uma imagem de empresário bem-sucedido”, explicou o delegado. A estratégia envolvia a promessa de lucros de até 20% sobre o valor investido, com retorno rápido em até 10 dias.
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Para dar credibilidade ao esquema, João Paulo simulava a compra de vans para distribuição de produtos e alugava um galpão. Algumas vítimas chegavam a receber pequenos depósitos iniciais, o que aumentava a confiança e as levava a transferir quantias maiores.
Ostentação como Ferramenta de Engano
Como parte de sua tática de convencimento, o investigado oferecia benefícios como viagens, celulares e até passeios de helicóptero. Áudios revelam o contato frequente com os investidores, tratando-os de forma personalizada e alimentando a expectativa de retornos financeiros expressivos.
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A compra de aparelhos celulares era um ponto central do esquema, tanto para revenda quanto para atrair novas vítimas. Em um dos casos relatados, uma vítima foi convencida a abrir uma empresa em seu nome, mas João Paulo mantinha o controle total da conta bancária e das movimentações financeiras.
Prejuízos e Promessas Vãs
Uma das pessoas lesadas revelou ter investido quase R$ 190 mil sem receber os lucros prometidos. Como suposta compensação, João Paulo teria oferecido um carro de luxo avaliado em R$ 120 mil, que posteriormente foi descoberto ser alugado.
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Prisão Anterior e Reincidência
João Paulo já havia sido preso em junho do ano passado por aplicar um golpe em um casal de idosos. Na ocasião, ele foi liberado após um dia detido mediante o uso de tornozeleira eletrônica. A investigação atual reuniu provas documentais e depoimentos de dezenas de vítimas, consolidando elementos para a nova prisão.
Dívidas e Mobilização das Vítimas
Muitas vítimas contraíram empréstimos bancários para investir no suposto negócio. Relatos indicam pessoas com dívidas superiores a R$ 200 mil. Em Caraí, no Norte de Minas, moradores criaram um perfil em redes sociais para reunir vítimas do suspeito, somando mais de 1.300 seguidores e relatos de lesados no Espírito Santo e Rio de Janeiro.
As vítimas expressam pouca esperança de recuperar o dinheiro perdido, mas buscam a responsabilização do investigado pela Justiça.
Investigação Continua Aberta
A Polícia Civil espera que a divulgação do caso incentive novas vítimas a formalizar denúncias, o que é crucial para fortalecer o inquérito e dimensionar a extensão dos prejuízos. João Paulo Murta Coimbra Ribeiro agora aguarda o desenrolar do processo sob custódia do sistema prisional.
Fonte: R7
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