O número de mortos em decorrência das fortes chuvas que assolaram o estado de Minas Gerais nos últimos dias subiu para 70. A Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros confirmaram que a maior parte das vítimas, 64, foi registrada em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. Outras seis mortes ocorreram na cidade de Ubá. Ao menos três pessoas permanecem desaparecidas na região.
Juiz de Fora em Estado Crítico
Desde o início da semana, a Defesa Civil de Juiz de Fora contabiliza 2.367 ocorrências graves em toda a cidade. Deslizamentos de terra, ameaças iminentes, alagamentos severos e danos estruturais em residências e vias públicas se tornaram rotina. A situação forçou mais de 8.500 pessoas a deixarem suas casas, sendo acolhidas em abrigos municipais por medida de segurança contra desabamentos e inundações.
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Educação e Retomada das Atividades
As aulas na rede municipal de ensino de Juiz de Fora seguem suspensas por tempo indeterminado. Na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), as atividades acadêmicas também foram interrompidas desde o início da semana devido aos alagamentos e às dificuldades de acesso ao campus. A administração da UFJF se reunirá hoje para avaliar a possibilidade de normalizar o calendário a partir da próxima segunda-feira, 2 de março.
Alerta Meteorológico Persiste
Apesar de uma ligeira trégua nas tempestades, Juiz de Fora permanece em estado de atenção. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 733,6 milímetros de chuva na cidade apenas entre os dias 1º e 26 de fevereiro, um volume quase quatro vezes superior ao esperado para todo o mês. A previsão indica a possibilidade de novas pancadas de chuva em áreas isoladas neste sábado. O risco geológico (deslizamentos e quedas de barreiras) e hidrológico (enxurradas e alagamentos) continua elevado na Zona da Mata, conforme alerta do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
A extensão dos danos e a necessidade de apoio às famílias desabrigadas e desalojadas em Minas Gerais demandam atenção contínua das autoridades estaduais e municipais, com foco especial na recuperação das áreas mais atingidas e na prevenção de novas tragédias em um estado historicamente vulnerável a eventos climáticos extremos.
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Fonte: G1