O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) protocolou na Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de prisão preventiva contra o empresário Fá bio Luí s Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
A solicitação, apresentada nesta quarta-feira (25), baseia-se em reportagem do portal Metrópoles, que noticiou a iminência de delações premiadas por ex-dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
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Delatores apontam envolvimento de Lulinha
Segundo a publicação, o ex-procurador do INSS Virgílio Oliveira Filho e o ex-diretor André Fidelis estariam avançados nas negociações para firmar acordos de colaboração premiada.
Nesses acordos, os delatores teriam detalhado o envolvimento de Lulinha no esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
O empresário é filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Políticos e ex-ministra citados em delação
Ainda de acordo com a reportagem, a delação premiada teria mencionado o envolvimento de políticos e de Flávia Pires, ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O pedido de Sanderson à PGR argumenta que as informações veiculadas pela imprensa indicam a participação de Lulinha no esquema.
O parlamentar alega que o empresário teria participado com “possível recebimento de vantagens indevidas ou atuação indireta por meio de operadores”.
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Saída do país como fator de risco
Sanderson também destacou o fato de Lulinha ter deixado o Brasil no período em que as denúncias iniciais sobre os descontos indevidos do INSS vieram à tona.
Para o deputado, essa saída do país, embora não seja prova de ilícito, reforça o risco de fuga e a necessidade de medidas cautelares.
“Reforça o risco de elisão à aplicação da lei penal e a necessidade de avaliação cautelar da medida de restrição de liberdade ou de medidas alternativas de monitoramento”, justificou o parlamentar em sua solicitação.
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Pedido de aprofundamento das investigações
Além do pedido de prisão preventiva, o deputado federal Ubiratan Sanderson solicitou à PGR a “instauração ou aprofundamento” das investigações.
O objetivo é apurar as informações que surgiram a partir da suposta delação premiada.
O caso dos descontos indevidos no INSS tem sido alvo de investigações por parte do Ministério Público Federal.
As apurações buscam esclarecer a extensão do esquema e identificar todos os envolvidos, incluindo possíveis beneficiários e articuladores.
Fonte: Metrópoles