Um expressivo vazamento de água potável, que jorrava a uma altura superior a dois metros, causou transtornos e indignação por quase duas semanas em uma rua do bairro Anchieta, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A água brotava incessantemente do passeio na Avenida Francisco Deslandes, próximo ao cruzamento com a Rua Itapema, em frente a estabelecimentos comerciais e um ponto de táxi.
Início do problema e tentativas de solução
O vazamento teve início por volta do dia 8 de fevereiro. Inicialmente, o problema era menos intenso, com a água apenas infiltrando no passeio. Taxistas e comerciantes locais tentaram conter o fluxo improvisadamente, utilizando pedras para tampar o buraco. Contudo, a pressão da água aumentou significativamente, superando as barreiras improvisadas e transformando o local em uma fonte constante.
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Impacto no cotidiano e desperdício alarmante
No decorrer dos dias, o cenário piorou drasticamente. O forte jato d’água não apenas dificultava o trânsito de pedestres, mas também molhava carros estacionados e impedia o acesso ao ponto de táxi. A visão de tanta água limpa sendo desperdiçada em uma capital que, como tantas outras no Brasil, enfrenta desafios hídricos, gerou revolta e comentários entre os moradores e transeuntes.
Agostinho Padilha de Morais, taxista que trabalha no ponto afetado, expressou sua frustração com o desperdício. Ele destacou o prejuízo para os motoristas que dependem do local para trabalhar e ressaltou que a água desperdiçada é um recurso custeado pela população.
Acionamento da Copasa e resolução
Segundo relatos de taxistas e funcionários do restaurante Projeto Sabor, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) foi acionada diversas vezes desde o início do problema. Apesar das reclamações reiteradas, a solução demorou a chegar.
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Procurada pela imprensa, a Copasa informou, através de nota oficial, que o vazamento foi corrigido na tarde de segunda-feira, 23 de fevereiro. A companhia também se comprometeu a realizar a recomposição do passeio danificado até o final daquela semana, dependendo das condições climáticas na capital mineira.
Fonte: Estado de Minas