Corpos em avançado estado de decomposição, encontrados em uma área de mata às margens da rodovia MGB-328, em Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais, foram identificados como sendo de um casal desaparecido. A jovem de 18 anos, que sumiu no dia 31 de janeiro, teve seus pertences pessoais reconhecidos pela mãe. Um homem, ainda não identificado oficialmente, também estava no local.
A descoberta chocante
O acionamento da Polícia Militar ocorreu após um indivíduo se deparar com os corpos. Próximo às vítimas, foram encontrados objetos pessoais como roupas, chinelos e joias. A perícia da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) confirmou a presença de marcas de disparos de arma de fogo em ambos os crânios, indicando uma possível execução.
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Reconhecimento e desespero da mãe
Durante a ocorrência, policiais militares levaram as fotos dos objetos encontrados até a residência da mãe da jovem desaparecida, em Sete Lagoas. A genitora reconheceu prontamente o chinelo, as vestimentas e as joias como sendo de sua filha. Contudo, a identificação oficial aguarda exames periciais mais detalhados.
Um histórico de ameaças e violência
Em depoimento aos militares, a mãe da jovem revelou que a filha e o namorado vinham sendo perseguidos por um ex-companheiro da moça. Segundo ela, o homem estaria inconformado com o fim do relacionamento e enviava mensagens e áudios ameaçadores à vítima, inclusive com promessas de morte. As conversas, que foram compartilhadas com a mãe e entregues à polícia, detalham o teor violento das ameaças, com frases como a de que ele iria “cortar sua cabeça” caso a encontrasse na rua.
Medida protetiva e paradeiro do suspeito
A mãe também informou que a vítima e o suspeito têm uma filha de 1 ano e 8 meses. Após o desaparecimento da jovem, o ex-companheiro não foi mais visto, segundo o relato. A jovem já possuía uma medida protetiva contra ele, evidenciando um histórico de conflito e receio por parte da vítima.
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Investigação em andamento
Os militares se dirigiram à residência do suspeito, onde ele negou a autoria do crime. Embora nenhum objeto ilegal tenha sido encontrado em sua posse durante a revista, foi apurado que ele possui antecedentes criminais, incluindo prisão por porte ilegal de arma de fogo em 2025 e passagens por tráfico de drogas. Diante dos indícios de autoria e de sua periculosidade, o homem foi encaminhado à delegacia da Polícia Civil de Sete Lagoas para prestar depoimento e prosseguir com as investigações.
Fonte: Estado de Minas