Alckmin avalia tarifas de Trump como benéficas e projeta negociações em março

Alckmin avalia tarifas de Trump como benéficas e projeta negociações em março

O presidente em exercício da República, Geraldo Alckmin, classificou as tarifas globais de 15% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como benéficas para o mercado brasileiro. A declaração foi feita em Aparecida (SP), neste domingo, reforçando o otimismo que já havia manifestado na sexta-feira anterior, após o anúncio inicial de Trump de 10%, […]

Resumo

O presidente em exercício da República, Geraldo Alckmin, classificou as tarifas globais de 15% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como benéficas para o mercado brasileiro. A declaração foi feita em Aparecida (SP), neste domingo, reforçando o otimismo que já havia manifestado na sexta-feira anterior, após o anúncio inicial de Trump de 10%, que posteriormente foi elevado.

Alckmin ressaltou que a medida americana, ao estabelecer uma alíquota igualitária para todos os países, contribui para a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

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Redução de barreiras e ganhos de mercado

“Foi positiva, porque estabeleceu que a alíquota deve ser igual para todos. Inicialmente era 10%, na última ordem executiva foi para 15%”, afirmou Alckmin.

Ele detalhou os motivos pelos quais a medida é vista como vantajosa para o Brasil. “É positivo para o Brasil por duas razões. Primeiro, que nós tínhamos uma alíquota mais alta em relação aos demais competidores. Muitos países tinham 10%, 15% e nós 50%. Então, isso ajudou muito a competitividade dos produtos brasileiros para a gente poder exportar mais para os Estados Unidos, conquistando mais mercado, gerando emprego, renda no Brasil.”

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O vice-presidente também destacou a justiça da nova tarifa em comparação com a entrada de produtos americanos no Brasil. “E é justa, porque a tarifa média de entrada dos produtos americanos no Brasil é 2,7%. E os Estados Unidos tem déficit com o mundo inteiro, praticamente.”

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Uma outra boa notícia, segundo Alckmin, é a isenção tarifária para diversos setores estratégicos. “Ficamos com alíquota zero para combustível, carne, café, celulose, suco de laranja, aeronaves… A indústria aeronáutica, para entrar nos Estados Unidos, era 10%. Zerou. Então foi positivo”, disse.

Nova rodada de negociações em março

Alckmin vislumbra a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos em março como uma oportunidade para aprofundar as relações comerciais. “E acho que tem uma avenida de negociação com a ida do presidente Lula, agora em março, para os Estados Unidos, para a gente conseguir abordar ainda além das questões tarifárias, questões não tarifárias.”

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Ele enfatizou a importância do mercado americano para produtos de maior valor agregado. “Então, tudo isso é beneficiado”, afirmou Alckmin.

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A expectativa de um acordo foi confirmada pelo próprio presidente Lula, que, da Índia, expressou confiança em um consenso com os EUA durante sua visita em março, considerando ser do interesse de ambos os países.

Preocupação com investigações comerciais

Apesar do otimismo, Alckmin demonstrou preocupação com a manutenção das investigações comerciais americanas contra o Brasil, seguindo o modelo aplicado à China. “Então, isso preocupa. É a chamada Seção 301, mas ela vai ser esclarecida.”

O vice-presidente defendeu o sistema de pagamentos instantâneos (PIX), citado pelos EUA como um dos fatores para a investigação. “O problema do PIX (citado pelos EUA como um dos fatores que levaram à investigação), olha, o PIX é um exemplo para o mundo de você ter uma medida que é altamente benéfica à população, sem custo, com garantia, com segurança.”

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Ele assegurou que outras questões levantadas serão esclarecidas. “Outras questões abordadas vão ser esclarecidas. Isso já aconteceu no passado e o Brasil esclareceu”, concluiu Alckmin.

As declarações de Geraldo Alckmin ocorreram em Aparecida, durante o lançamento da Campanha da Fraternidade no Santuário Nacional.

Questionado sobre possíveis candidaturas em futuras eleições, Alckmin desconversou, afirmando: “Existem dois tipos de ansiosos, os jornalistas e os políticos”, encerrando a entrevista coletiva.

Fonte: G1

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