O homem que protagonizou um episódio de discriminação contra um cadeirante em Belo Horizonte, na última quinta-feira (12/2), veio a público para se retratar. Em uma publicação em seu perfil pessoal no Instagram, Pedro Casagrande, que é docente na UFMG e atua em órgãos estaduais, classificou sua atitude como ‘grave e inaceitável’.
Reconhecimento da Responsabilidade
Casagrande declarou que sua conduta foi equivocada e que ofendeu a dignidade de uma pessoa com deficiência e de seus familiares. Ele enfatizou que o pedido de perdão não visa apagar o erro, mas sim reconhecer publicamente sua responsabilidade, que assume integralmente.
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O funcionário público afirmou ainda estar disposto a arcar com todas as consequências administrativas e legais decorrentes de seu ato. Apesar das repercussões, ele destacou que o que mais o aflige é a consciência do mal causado, finalizando com um profundo lamento pelo ocorrido.
Entenda o Caso em Belo Horizonte
O incidente teve início quando o veículo de Casagrande foi flagrado estacionado irregularmente sobre uma faixa de pedestres, bloqueando a rampa de acessibilidade em frente ao restaurante Cozinha Santo Antônio, no bairro Santo Antônio, Região Centro-Sul de BH. A proprietária do estabelecimento, Juliana Duarte, abordou o homem em um bar vizinho para solicitar a retirada do carro.
Segundo relato de Juliana, Casagrande teria respondido com desdém e, ao manobrar o veículo, proferiu ofensas direcionadas ao marido dela, que é cadeirante. Mais tarde, o agressor retornou ao restaurante, onde fez uma nova provocação ao homem com deficiência.
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Impacto e Consequências em BH
O caso gerou forte repercussão na capital mineira. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde Pedro Casagrande leciona, instaurou uma investigação interna. O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) anunciou que aumentará a fiscalização sobre contratos relacionados ao investigado.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou que abrirá um Procedimento Investigatório Criminal para apurar os fatos. Adicionalmente, o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), anunciou o cancelamento de contratos do governo estadual com Pedro Casagrande, demonstrando o rigor das autoridades mineiras diante de atos discriminatórios.
Fonte: G1
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