O Carnaval em Minas Gerais apresentou uma queda significativa nos crimes contra o patrimônio durante o período de folia. Dados do Observatório de Segurança Pública da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) revelam que os furtos de celulares diminuíram 65,6% em comparação com o ano anterior. Em Belo Horizonte, o recuo foi ainda mais acentuado, atingindo 70,6%.
Queda expressiva nos crimes patrimoniais
No estado, foram registrados 579 furtos de celulares neste ano, contra 1.681 em 2025. Na capital mineira, que atraiu milhões de foliões, o número caiu de 1.382 para 406. Os roubos de celulares também seguiram a tendência de queda, com recuo de 55,7% em Minas Gerais e 71,4% em Belo Horizonte.
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Estratégias de segurança e conscientização
O Comandante-Geral da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), coronel Carlos Frederico, atribui a redução à ampliação de estratégias de policiamento e monitoramento, incluindo o uso de drones. O objetivo foi aumentar a sensação de segurança e diminuir a vulnerabilidade dos foliões. A presença ostensiva da PMMG nos cortejos e a melhoria no planejamento foram fatores cruciais.
O secretariado adjunto de Justiça e Segurança Pública, coronel Edgard Estevo, reforça a importância do registro de boletins de ocorrência, mesmo em casos de furto. O registro é fundamental para a investigação e para a utilização da Central de Bloqueio de Celulares do Estado de Minas Gerais (Cbloc), que protege dados pessoais e dificulta a ação de criminosos ao tornar os aparelhos inutilizáveis no mercado ilegal.
Aumento nos casos de importunação sexual
Apesar da melhora nos índices de crimes patrimoniais, o Carnaval em Minas Gerais registrou um aumento de 33,3% nos casos de importunação sexual, com 56 ocorrências contra 42 no ano anterior. O governo estadual aponta que esse crescimento pode estar ligado à ampliação dos canais de denúncia e à maior conscientização da população, impulsionada por ações como a Cabine Rosa da PMMG e a campanha “Depois do não, é crime, uai!” da Polícia Civil.
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Queda em outros crimes contra a mulher
Na contramão da importunação sexual, outros crimes contra as mulheres apresentaram queda no estado. Os casos de estupro de vulnerável recuaram 41,7%, e os feminicídios diminuíram 25%. Os registros de estupro também caíram 19% em Minas Gerais. Em Belo Horizonte, o trabalho integrado das forças de segurança resultou em zero registros de estupro de vulnerável e feminicídio durante a folia de 2026.
As autoridades destacam que o acesso facilitado às forças de segurança e a crescente confiança das vítimas em registrar ocorrências contribuem para a redução de diversos tipos de crimes e para a maior percepção de segurança no estado. A integração de ações de prevenção e combate à violência contra a mulher tem sido fundamental para esses resultados.
Fonte: Estado de Minas
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