Em meio a um cenário de turbulência institucional marcado pelo escândalo do caso Master, o ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou suas redes sociais para exaltar a atuação da Corte.
Mendes compartilhou uma reportagem da revista americana Vox que, segundo ele, demonstra como o STF assegurou a estabilidade democrática no Brasil, evitando uma “ruptura”.
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“Poderíamos hoje estar narrando uma trajetória de ruptura no Brasil. Não foi o que ocorreu. O país se tornou exemplo de defesa democrática para o mundo”, declarou o ministro, referindo-se ao papel do STF no período eleitoral de 2022.
A publicação da Vox, que compara as instituições brasileiras às americanas, sugere que os Estados Unidos teriam “muito a aprender” com a resiliência democrática brasileira, destacando a atuação das “mais novas” instituições do Brasil.
No entanto, a própria reportagem da Vox não se limita a elogios. O texto aponta para questionamentos sobre a concentração de “poderes extraordinários” nas mãos dos magistrados brasileiros.
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A revista menciona especificamente o ministro Alexandre de Moraes, apontando que, com o apoio de seus colegas, ele exerceu poderes de forma “agressiva”.
Um dos pontos levantados é a capacidade de prender indivíduos por postagens consideradas ameaçadoras nas redes sociais, sem que estes passem por um julgamento formal.
Citando analistas de centro-esquerda, como o jornalista Pedro Doria, a revista de tendência progressista alerta para os “efeitos colaterais perigosos” que tais prerrogativas podem gerar para a democracia brasileira.
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Gilmar Mendes tem um histórico de defender publicamente o STF em plataformas digitais. Anteriormente, o ministro já celebrou o arquivamento de um pedido de suspeição contra o colega Dias Toffoli no julgamento do caso Master.
Naquela ocasião, uma “nota da comunidade” – ferramenta de checagem colaborativa da plataforma X – interveio para corrigir Mendes, citando artigos jurídicos sobre o tema de suspeição.
Em outra postagem, na qual defendia o STF e a atuação de Toffoli, Mendes também recebeu uma nota da comunidade que apontava supostas alegações de suspeição na trajetória do ministro.
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Posteriormente, Dias Toffoli acabou abdicando da relatoria do caso Master, em um movimento que foi interpretado como uma negociação por apoio dentro da Corte.
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