Três menores de idade foram apreendidos pela Polícia Militar no Aglomerado da Serra, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, neste sábado (14), em pleno Carnaval. Com eles, foram encontrados drogas e uma arma de fogo.
Os adolescentes declararam pertencer ao Terceiro Comando Puro (TCP), uma facção criminosa com origem no Rio de Janeiro. A ação ocorreu na Vila Pau Comeu, área conhecida pela movimentação de atividades ilícitas.
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Material apreendido em poder dos menores
Segundo informações da Polícia Militar, a abordagem aconteceu no momento em que os menores estariam comercializando entorpecentes. Durante a revista, foram apreendidos uma espingarda calibre 12, quatro munições, 32 porções de cocaína, seis frascos de lança-perfume, 76 porções de maconha e 147 pedras de crack.
Além das drogas e da arma, foram encontrados com o grupo três rádios comunicadores e R$ 149 em espécie, o que pode indicar uma estrutura organizada para a venda dos entorpecentes.
O Terceiro Comando Puro (TCP)
O TCP, segundo relatos, é uma dissidência do Terceiro Comando, grupo que atuou nas décadas de 1980 e 1990. A facção se autodenomina evangélica e utiliza a Estrela de Davi, símbolo máximo do Judaísmo, em muros e materiais como forma de identificação e intimidação.
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A presença de facções com atuação interestadual em Belo Horizonte é uma preocupação constante das forças de segurança. A capital mineira tem sido palco de tentativas de expansão de grupos criminosos originários de outros estados, o que pode intensificar a violência e o tráfico de drogas.
Impacto na segurança pública de BH
A apreensão de menores armados e com grande quantidade de drogas em uma área de grande circulação durante o Carnaval levanta preocupações sobre a segurança na capital mineira. A atuação de facções como o TCP pode desestabilizar a ordem pública e aumentar os índices de criminalidade, especialmente entre jovens em situação de vulnerabilidade social.
As autoridades policiais reforçam a necessidade de ações contínuas de inteligência e policiamento ostensivo, principalmente em períodos de grandes eventos, para coibir a ação de grupos criminosos e garantir a tranquilidade da população belo-horizontina.
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