Oposição reage com força a pedido da PF para afastar Toffoli do caso Banco Master

Oposição reage com força a pedido da PF para afastar Toffoli do caso Banco Master

Parlamentares da oposição reagiram veementemente nesta quarta-feira (11) ao pedido da Polícia Federal (PF) para afastar o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), da relatoria do inquérito que investiga o Banco Master. A solicitação da PF surgiu após a descoberta de menções ao magistrado no celular de Daniel Vorcaro, proprietário da instituição financeira. […]

Resumo

Parlamentares da oposição reagiram veementemente nesta quarta-feira (11) ao pedido da Polícia Federal (PF) para afastar o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), da relatoria do inquérito que investiga o Banco Master. A solicitação da PF surgiu após a descoberta de menções ao magistrado no celular de Daniel Vorcaro, proprietário da instituição financeira.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, apresentou o relatório com as informações ao presidente do STF, Edson Fachin. O gabinete de Toffoli, em resposta, declarou que o pedido da PF se baseia em “ilações”.

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“Toffolão” e Pedidos de Impeachment

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que relata a CPI do Crime Organizado, apelidou o caso de “Toffolão”, em alusão ao escândalo do Mensalão. Ele anunciou que a comissão votará uma série de requerimentos após o Carnaval, incluindo quebras de sigilo e convocações de envolvidos.

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“O Toffolão é um escândalo tão grande que não dá para esconder nas artimanhas do sistema”, afirmou Vieira, defendendo que “o Brasil só será uma República com todos sob a mesma lei”.

O presidente do Partido Novo, Eduardo Ribeiro, declarou que os parlamentares da legenda apresentarão um novo pedido de impeachment contra Toffoli.

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“Não dá mais para fingir surpresa. Em qualquer país sério, Toffoli já teria sido afastado, estaria sob investigação e, diante das evidências, provavelmente preso”, disse Ribeiro.

Compromisso com a Transparência e Pressão Popular

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) relatou que o grupo de trabalho da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) se reuniu com Rodrigues e Fachin, destacando o “compromisso com a verdade e a transparência” demonstrado por ambos.

“Quem apostou na impunidade vai se dar muito mal”, alertou a senadora, referindo-se às investigações sobre o Banco Master.

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O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) enfatizou o risco corrido pelos agentes da PF e conclamou a mobilização popular.

“Agora cabe à gente mobilizar a população para pressionar o sistema. Nós precisamos voltar para as ruas e derrubar Dias Toffoli!”, exclamou Kataguiri, que também defendeu o impeachment do ministro.

O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) confirmou que um novo pedido de impeachment está sendo redigido.

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“Deu! Impossível o país assistir a um absurdo desses sem que se tomem as devidas providências. Impeachment de Toffoli, já!”, declarou Van Hattem.

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) expressou o desejo de que o pedido da PF “inspire os senadores que ainda não assinaram o impeachment de Toffoli a fazê-lo”.

O deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) considerou o caso do Banco Master um “sintoma de algo estrutural” e defendeu uma reforma profunda no Judiciário.

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Histórico de Arquivamentos e Defesas de Ministros

Em janeiro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou três representações da oposição que pediam o afastamento de Toffoli. Os pedidos citavam uma viagem do ministro a Lima, no Peru, acompanhado do advogado de um dos investigados.

Gonet justificou o arquivamento pela “atuação regular da Procuradoria-Geral da República” no STF, indicando que não havia providências a serem tomadas naquele momento.

Recentemente, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli defenderam o direito de juízes serem acionistas de empresas e fazendeiros. A defesa ocorreu em meio a desdobramentos do inquérito do Banco Master, que envolveu, entre outros pontos, um contrato milionário entre o escritório da esposa de Moraes e o banco, e a conexão de fundos de investimento ligados a parentes de Toffoli com a instituição financeira.

Fonte: UOL

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