O Brasil encerrou o ano de 2025 com uma pontuação preocupante no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), divulgado pela Transparência Internacional. O país obteve 35 pontos, a segunda pior marca desde 2012, e se posicionou em 107º lugar em um ranking de 182 nações. A nota brasileira ficou aquém da média global e da média das Américas, ambas em 42 pontos.
Apesar de um leve avanço de 1 ponto em relação a 2024, a Transparência Internacional considerou a mudança “estatisticamente insignificante”, indicando um cenário de “paralisia institucional”. A Dinamarca, com 89 pontos, liderou a lista como o país mais íntegro, enquanto Venezuela, Somália e Sudão do Sul figuraram na extremidade oposta com as piores pontuações.
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Agravamento da Corrupção e Crime Organizado
O relatório qualitativo “Retrospectiva 2025” detalha os avanços e retrocessos no combate à corrupção no Brasil. Um dos pontos de maior alerta é o agravamento da corrupção na economia formal, com a crescente infiltração do crime organizado em setores como o sistema financeiro e a advocacia.
Essa penetração representa um desafio significativo para as instituições de controle, que precisam lidar com esquemas cada vez mais sofisticados e integrados à estrutura econômica do país.
Operações Policiais e Mudança de Paradigma
O documento também abordou as operações policiais realizadas ao longo do ano, destacando a complexidade das organizações criminosas desmanteladas. Entre elas, foram mencionadas a Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master por fraude bancária; a Operação Carbono Oculto, focada em sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em fintechs e no setor de combustíveis; e a Operação Sem Desconto, que apura descontos indevidos em salários de aposentados do INSS.
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No entanto, o relatório apontou uma “mudança de paradigma” positiva nas estratégias de segurança pública. Houve uma transição de operações baseadas em confronto direto para abordagens que priorizam inteligência e cruzamento de dados.
A Operação Carbono Oculto foi citada como exemplo de eficácia dessa nova metodologia, demonstrando a capacidade de asfixiar financeiramente redes criminosas. Esse avanço técnico é considerado importante para o fortalecimento das instituições de controle brasileiras.
Fonte: R7
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