PT cobra debate sobre autonomia do BC e relação com bancos após caso Master

PT cobra debate sobre autonomia do BC e relação com bancos após caso Master

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (PT-SC), defendeu neste sábado (7) a necessidade de um amplo debate no Congresso Nacional sobre a autonomia do Banco Central (BC) e sua relação com o setor financeiro. A fala ocorreu durante evento de comemoração dos 46 anos do partido em Salvador (BA). Uczai destacou […]

Resumo

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (PT-SC), defendeu neste sábado (7) a necessidade de um amplo debate no Congresso Nacional sobre a autonomia do Banco Central (BC) e sua relação com o setor financeiro. A fala ocorreu durante evento de comemoração dos 46 anos do partido em Salvador (BA).

Uczai destacou que a autonomia da instituição, flexibilizada em 2021 pelo Congresso, precisa ser revista. Ele se referiu especificamente às mudanças que reduziram a influência direta do governo federal sobre a política monetária e a fiscalização do sistema financeiro.

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A posição do PT sobre o tema ganhou força após o diretório nacional do partido aprovar, na sexta-feira (7), uma resolução política crítica à autonomia do BC. O documento defende a redução da taxa básica de juros e a revisão das metas de inflação, argumentando que a autoridade monetária tem operado como um obstáculo ao projeto político eleito nas urnas.

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Investigações do Banco Master impulsionam debate

O debate sobre a autonomia do Banco Central ganhou contornos mais acentuados diante das investigações envolvendo o Banco Master. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem pautado o tema, e Uczai afirmou que o governo não tem receio em relação à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os fatos.

“O governo não tem receio nenhum. Mais do que isso, o presidente torna pública a posição do governo de investigar, doa a quem doer”, declarou o deputado, confirmando apoio a pedidos de investigação, como os apresentados pelos deputados Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Fernanda Melchionna (Psol-RS).

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O líder petista também comentou a proposta de CPI apresentada pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da Oposição, ressaltando que o PT não se opôs à iniciativa em si, mas questionou a moral de Jordy para propor investigações, visto que ele próprio é alvo da Polícia Federal por suspeita de uso irregular da cota parlamentar.

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PT defende recuperação do orçamento e critica emendas parlamentares

Durante o evento do partido, Uczai também defendeu a atuação do PT após críticas do presidente Lula à aprovação do Orçamento de 2026, que destinou R$ 61 bilhões em emendas parlamentares. O deputado classificou a destinação como um “sequestro do orçamento pelo parlamento brasileiro”.

Segundo Uczai, o processo de transferência de discricionariedade do Executivo para o Legislativo se acelerou nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro. O PT busca “recuperar orçamento” para viabilizar políticas públicas e defende a democratização das emendas, com definição coletiva, como ocorre em suas indicações.

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Veto a reajustes acima do teto é avaliado

Em relação ao reajuste de servidores públicos acima do teto constitucional, o líder do PT na Câmara informou que o governo avalia a constitucionalidade, legalidade e o interesse público antes de tomar uma decisão.

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Uczai indicou que uma recente decisão do ministro do STF, Flávio Dino, que determina que o Congresso legisle sobre o tema em até 60 dias, reforça a possibilidade de veto presidencial. “Teto é teto. Acima do teto não pode existir”, afirmou, sinalizando a tendência de o presidente vetar a proposta que flexibiliza os limites salariais.

Fonte: g1.globo.com

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