A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) já se prepara para bancar a maior parte do Carnaval de 2026 com recursos públicos. A expectativa é de um desembolso de R$ 28 milhões para a realização da festa.
Arrecadação Insuficiente de Patrocínios
Editais lançados buscando R$ 21 milhões em patrocínios para o Carnaval deste ano não alcançaram os objetivos. Mesmo com a busca ativa por apoiadores, a prefeitura obteve apenas cerca de 10% do valor almejado às vésperas da festa.
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O aporte público se torna, portanto, a principal fonte de financiamento para a celebração. A Belotur, empresa municipal responsável pelo turismo e eventos na capital, informou que a previsão de investimento para 2026 é de aproximadamente R$ 28 milhões.
Apoiadores Confirmados e Futuro da Captação
Até o momento, os apoios confirmados para o Carnaval de BH em 2026 somam R$ 2,3 milhões. Entre os colaboradores estão a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) e os Supermercados BH, cada um destinando R$ 500 mil. O Sesc em Minas também contribui com R$ 500 mil, e a Caixa Econômica Federal participa com R$ 800 mil.
Diante desse cenário de baixa arrecadação de patrocínios, a PBH já avalia novos formatos para captação de recursos nas edições futuras, especialmente a partir de 2027. A Belotur estuda a evolução dos processos e boas práticas de eventos nacionais e internacionais.
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O objetivo é manter as características que consolidaram o Carnaval de Belo Horizonte como uma festa democrática, descentralizada e inclusiva, ao mesmo tempo em que busca maior sustentabilidade financeira.
Investimento Abrangente e Impacto Econômico
O valor de R$ 28 milhões previsto para 2026 engloba o “Carnaval como um todo”, conforme explicou o vice-presidente da Belotur, Bruno Cassimiro. Isso inclui o apoio a blocos, escolas de samba, blocos caricatos, além da estrutura necessária, como banheiros químicos e gradis.
Neste ano, a cidade conta com 612 blocos únicos cadastrados e aproximadamente 660 desfiles. A expectativa da prefeitura é que o evento movimente cerca de R$ 1 bilhão na economia de Belo Horizonte e gere mais de 20 mil postos de trabalho, entre diretos e indiretos.
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Fonte: O Tempo