O senador Ângelo Coronel (PSD) oficializou seu rompimento com o grupo governista na Bahia e, em entrevista à Rádio Baiana FM, disparou críticas contundentes contra o senador Jaques Wagner (PT), a quem se referiu ironicamente como o “bruxo” do grupo petista.
Coronel evitou avaliar diretamente a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT), alegando questões de “ética”, mas fez questão de ressaltar que a avaliação negativa já partiu do próprio Wagner.
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“Eu prefiro não fazer uma avaliação, porque o líder maior do grupo, que chamam de ‘bruxo’, deu uma avaliação negativa. E eu não queria ir de encontro a ele, né?”, declarou Coronel, confirmando que a crítica se dirigia a Jaques Wagner.
Apesar de se abster de dar uma nota formal ao governo estadual, o senador listou áreas sensíveis da gestão, como segurança pública e regulação na saúde, embora tenha ponderado que há exageros nas reclamações sobre este último setor.
“A Bahia passa por um mau momento na segurança, que é um problema grave e que qualquer governador que venha a sucedê-lo vai ter muito trabalho. Na saúde, eu vejo até que há um certo exagero nessa parte”, afirmou.
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O tom da entrevista mudou drasticamente quando Coronel voltou a falar de Jaques Wagner. O senador acusou o colega de Senado de ter prejudicado politicamente Jerônimo ao classificar sua gestão como “mediana”, declaração que gerou repercussão negativa na base aliada.
“Eu quero censurar o ‘bruxo’, que é o Wagner. Eu acho que ele fez uma sacanagem com Jerônimo ao dizer que a gestão dele é uma gestão mediana”, disparou Coronel.
Mesmo com o rompimento declarado, Coronel reiterou que não fará críticas diretas ao governador, mantendo uma postura de distanciamento calculado.
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“Por questão de ética, eu prefiro me abster de dar uma nota à gestão de Jerônimo Rodrigues”, concluiu.
A declaração de Ângelo Coronel ocorre em um momento de reposicionamento político do senador, que se aproxima do campo oposicionista, gerando tensões internas no PSD e no núcleo político liderado pelo PT na Bahia.
Fonte: BNews
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