Os corpos de Luana Silva, de 19 anos, e de sua filha, a pequena Luna, de apenas 1 ano, serão velados e sepultados neste sábado (24) em Água Branca, no sertão alagoano. As duas vítimas fatais do grave acidente com um ônibus na BR-251, em Minas Gerais, estavam em viagem com destino a São Paulo, onde Luana iria se mudar para viver com o marido.
Acidente choca famílias em Alagoas e Minas Gerais
O tombamento do ônibus, que transportava 48 passageiros e saiu de Arapiraca, no Agreste de Alagoas, com destino a Itapema (SC), ocorreu na noite de quarta-feira (21). O veículo apresentou problemas mecânicos graves, com falhas nos freios, na altura do quilômetro 474 da rodovia federal, na zona rural de Francisco Sá, no Norte de Minas Gerais.
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O sinistro resultou na morte de cinco pessoas, além de deixar nove feridos, que foram socorridos e levados para hospitais da região mineira. Luana e Luna foram encontradas fora do veículo após o tombamento, segundo informações do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.
Motorista confessa falhas e falta de autorização
As investigações conduzidas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) levaram à prisão do motorista do ônibus, de 38 anos. Ele se apresentou espontaneamente na Delegacia de Francisco Sá, acompanhado de um advogado, e confessou ser o proprietário do veículo e da empresa de turismo responsável pela viagem.
O motorista admitiu ter conhecimento das falhas no sistema de freios do ônibus e que não possuía as autorizações legais necessárias para realizar o transporte rodoviário interestadual de passageiros. A investigação também revelou que o veículo acumulava cerca de 30 infrações registradas entre 2025 e 2026.
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Trajetória de esperança interrompida pela tragédia
A história de Luana e Luna é marcada pela esperança de uma nova vida em São Paulo. Ambas deixaram o interior de Alagoas com o objetivo de se reunirem com o pai e marido, que já reside na capital paulista. A viagem, que prometia um futuro melhor, foi brutalmente interrompida por um acidente que expõe a fragilidade do transporte de passageiros em viagens interestaduais.
O caso serve como um alerta para a fiscalização e regulamentação do transporte de passageiros em todo o país, especialmente para viagens de longa distância. A segurança dos usuários deve ser prioridade máxima, exigindo rigor na manutenção dos veículos e na concessão de autorizações para as empresas operadoras.
Fonte: Estado de Minas
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